
Bowen descreve uma opção que a gente quase nunca considera: ficar. Sem se fundir, sem fugir.
Dentro de um relacionamento, existem duas coisas que costumamos esquecer:
✨ A cura de feridas pode acontecer dentro de uma relação saudável, mas não é a sua principal função.
✨ Nenhuma pessoa consegue ser a única fonte capaz de sustentar todas as nossas necessidades emocionais.
Às vezes, a gente usa a nossa régua para medir o amor do outro — e muitas das nossas frustrações moram aqui.
Cada um aprende, desde cedo, um jeito específico de reconhecer e receber cuidado: para um, é presença; para outro, é resolver um problema, oferecer uma escuta, um presente ou um toque.
Quando o outro cuida de um jeito diferente daquele que a nossa régua reconhece como cuidado, sentimos a falta de algo que, na verdade, está sendo oferecido.
✨ Só que em uma língua que a gente ainda não aprendeu a traduzir como amor. ✨
Aqui entra a importância da comunicação da forma mais transparente possível.
Vale uma reflexão:
Qual função você está pedindo que seu relacionamento cumpra? E o que acontece quando ele não cumpre?
Não é sobre identificar a “falta de amor”, mas talvez perceber quando esperamos que apenas uma pessoa dê conta de todas as nossas necessidades.
E uma pergunta sobre você:
Por que essa função específica pesa tanto para você?
Às vezes, a intensidade não é sobre o relacionamento. É uma necessidade mais antiga, que a gente tenta suprir onde dá: no relacionamento, nas redes sociais, no trabalho, na produtividade…
Entender de onde ela vem muda o que você pode fazer com ela.
Muitas vezes, não é sobre o vínculo — é sobre se conhecer melhor. ❤️
👉🏼 Isso não se aplica a relacionamentos abusivos, nos quais existe violação da sua integridade. Nesse contexto, não estamos falando apenas de diferenças e feridas, mas de uma questão categoricamente diferente, que demanda rede de apoio e acompanhamento profissional.
Quem sou eu?

Viviane dos Santos Cavalari
CRP:

06/224932
Atendimento:
Online
Sou psicóloga de orientação analítica (junguiana) e dedico minha escuta a acompanhar pessoas em suas jornadas de redescoberta, transformação e reencontro consigo mesmas.
Entendo a terapia não como um lugar de julgamentos ou de fórmulas prontas, mas como um espaço seguro de travessia. Na perspectiva junguiana, não olhamos para a sua dor, ansiedade, crises ou angústias apenas como sintomas a serem eliminados a qualquer custo — mas como convites do seu inconsciente para olhar para aquilo que precisa de atenção, cuidado e integração.
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