
Muitas pessoas chegam à terapia acreditando que precisam encontrar rapidamente respostas para aquilo que estão vivendo.
Outras chegam com a sensação de que precisam explicar tudo, justificar tudo ou até mesmo dar conta de tudo sozinhas.
Mas, na minha experiência clínica, percebo que o processo terapêutico raramente começa pelas respostas.
Ele começa quando a pessoa encontra um espaço onde pode existir sem precisar corresponder a expectativas, desempenhar papéis ou carregar sozinha aquilo que tem sentido.
Acredito em uma psicologia que respeita a singularidade de cada história.
Uma prática construída a partir da escuta genuína, da compreensão do contexto de vida e do reconhecimento de que cada ser humano possui recursos internos para crescer, se transformar e encontrar novos significados para sua trajetória.
Minha atuação é inspirada por uma visão humanista e existencial, compreendendo a pessoa para além de sintomas, rótulos ou diagnósticos.
Ansiedade, conflitos nos relacionamentos, sobrecarga emocional, dificuldades de autoestima ou momentos de transição fazem parte da experiência humana. Mais do que eliminar desconfortos, o trabalho terapêutico busca compreender o que essas experiências estão comunicando sobre a vida da pessoa.
Um dos momentos mais significativos da clínica acontece quando alguém percebe que não precisa carregar responsabilidades que nunca foram suas.
Quando começa a diferenciar aquilo que pertence à sua história daquilo que pertence ao outro.
Quando reconhece suas necessidades, seus limites e sua própria capacidade de escolha.
A terapia não é um caminho de respostas prontas.
É um espaço de encontro consigo mesmo.
E, muitas vezes, é nesse encontro que começam as transformações mais importantes.
Nadjane Vasconcelos
Psicóloga | CRP 06/223852
Últimas publicaciones de este terapeuta




