
Tem uma forma silenciosa de se afastar de si mesmo.
Ela não acontece de repente. Não vem com aviso, nem com grandes rupturas. Ela acontece aos poucos.
A gente começa cedendo aqui e ali. Tentando corresponder o que esperam da gente. Tentando caber no que parece mais aceito. No que parece mais fácil de ser aprovado. E, sem perceber, vai se moldando. Até que um dia… algo aperta.
A vida continua acontecendo, mas com menos espaço. As escolhas ficam mais limitadas. Os movimentos mais contidos. E aquilo que deveria ser um lugar de existência começa a parecer um lugar de restrição.
Existe um cansaço que não vem do excesso de tarefas. Vem do esforço constante de não ser quem se é.
Morar nas expectativas do outro pode até trazer pertencimento por um tempo. Mas, aos poucos, cobra um preço alto: o distanciamento de si.
Mas, talvez o ponto não seja romper com tudo.Nem se afastar de todos.E sim começar, com delicadeza, a perceber:em quais espaços você tem precisado se diminuir para caber?
Porque viver não deveria ser sobre se apertar. Deveria ser sobre encontrar, aos poucos, lugares onde você pode existir com mais verdade. E, às vezes, esse movimento começa assim: quase imperceptível… quando você decide se escutar um pouco mais.
Se esse texto fez sentido para você, talvez seja um convite para olhar com mais cuidado para os espaços que você tem ocupado, e para o espaço que você tem dado a si mesmo dentro deles.
@gabimercado.psi
Quem sou eu?

Maria Eduarda Chaves Siqueira
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Sou psicóloga clínica, com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Atendo pessoas que enfrentam dificuldades emocionais como ansiedade, estresse, insegurança, baixa autoestima e desafios nos relacionamentos. Sou pós-graduada em Transtornos do Desenvolvimento e Análise do Comportamento. Meu trabalho é voltado à promoção da saúde emocional, ao autoconhecimento e ao desenvolvimento de estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.
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