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Quando a Vida Parece Não Ter Sentido:

Um Convite Para Atravessar o Desespero (E Não Fugir Dele)

14 abr 2026

Helder Garcia de Brito

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Autocuidado

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Por Helder Brito | Psicólogo

Tem dias que a gente acorda e se pergunta: "Pra quê tudo isso?"

Você olha para o teto, ouve o barulho do trânsito lá fora, lembra da rotina que vai se repetir e sente um vazio esquisito no peito. Não é tristeza exatamente. É uma sensação de estranhamento, como se você fosse um ator numa peça de teatro e, de repente, esquecesse o texto e percebesse que o cenário é de papelão.

A filosofia e a psicologia existencial têm um nome para essa sensação: a experiência do absurdo. E se você já sentiu isso, saiba de uma coisa: você não está quebrado. Você está, na verdade, profundamente acordado.

O que é esse tal de "absurdo" e por que ele dói tanto?

Calma, não precisa correr para o dicionário de filosofia. Vou explicar do jeito mais simples possível.

Imagine que você está num quarto escuro procurando um interruptor que nunca existiu. Você passa a mão pela parede, tateia, acha que vai encontrar algo que acenda a luz e te mostre "o sentido da vida". Mas a parede é lisa. Não tem interruptor nenhum.

O absurdo é exatamente esse choque: a colisão entre a nossa necessidade humana de encontrar um sentido e a indiferença silenciosa do universo. O universo não vai te mandar um e-mail dizendo qual é a sua missão. O mundo não tem um plano secreto revelado só para quem se esforça.

Quando a gente percebe isso, dá um frio na espinha. Dá um desespero. Porque se não tem um roteiro pronto, quem vai escrever o resto da história? A resposta existencialista pode assustar num primeiro momento, mas depois ela liberta: Você.

O Desespero Não é o Fim da Linha. É o Começo da Conversa.

A gente foi ensinado a tratar o desespero como um bicho de sete cabeças que precisa ser exterminado com distração, remédio ou frases prontas de autoajuda. Mas e se o desespero for só uma crise de crescimento da alma?

Pensa comigo: Quando um adolescente cresce muito rápido, o corpo dói. Os ossos reclamam. É desconfortável. O desespero existencial é a dor do crescimento da consciência. É a sua mente se dando conta de que aquele mundo de certezas que te venderam ("Estude, case, trabalhe, aposente e seja feliz") não dá conta de explicar a vastidão do que é ser humano.

O filósofo Søren Kierkegaard, que entendia muito de angústia, dizia que o desespero não é o problema. O problema é não se dar conta de que está desesperado. A pessoa que nunca se questiona, que vive anestesiada no piloto automático, essa sim está numa situação muito mais frágil. Quem sente o vazio, quem sente a falta de sentido, já está procurando. Já está a meio caminho andado.

Como Atravessar Isso Sem Perder a Esperança? (Uma Conversa Franco, Sem Mágica)

Não vou te prometer que você vai achar uma fórmula mágica para a felicidade eterna. Isso não existe. Mas existem posturas que tornam a travessia mais humana, mais digna e, acredite, até mais bonita.

Aqui vão algumas provocações que costumo trazer para o consultório:

1. Pare de procurar "O Sentido" (com letra maiúscula). Crie "um sentido" (seu, pequeno, hoje).
Albert Camus, outro gigante nesse assunto, usava o mito de Sísifo. Sísifo foi condenado a empurrar uma pedra montanha acima para vê-la rolar ladeira abaixo, eternamente. Que castigo horrível e sem sentido, né? Mas Camus diz: "É preciso imaginar Sísifo feliz."
Como assim? Porque no momento em que Sísifo aceita a pedra como sua e decide fazer aquilo com dignidade, com os músculos queimando e o vento no rosto, ele vence o absurdo. O sentido não está no topo da montanha (a pedra nunca vai parar lá). O sentido está na caminhada, no suor, no jeito como você empurra a sua pedra hoje.

2. A Beleza das Coisas Pequenas Como Âncora
Se o universo não te dá respostas grandiosas, olhe para as respostas miúdas que a vida oferece. O cheiro do café de manhã. O latido do seu cachorro quando você chega em casa. Uma música que arrepia a pele. O riso solto de um amigo.
A psicologia existencial chama isso de "engajamento no mundo". O antídoto para o vazio existencial não é uma ideia brilhante; é um corpo presente. É sentir o sol na pele e pensar: "Só por esse calorzinho gostoso, já valeu a pena ter acordado hoje."

3. A Revolução de Dizer "Sim" à Vida, Mesmo Ela Sendo Imperfeita
Isso é um ato de coragem. É olhar para o caos, para as contas atrasadas, para as dores do passado, para a incerteza do futuro e, ainda assim, dizer: "Sim. Eu estou aqui. E eu vou viver isso."
Não é resignação passiva ("Ah, a vida é uma droga mesmo"). É uma rebelião ativa. Você não pode controlar se vai chover amanhã, mas pode controlar se vai dançar na chuva ou se vai ficar emburrado dentro de casa. A liberdade mora nessa escolha minúscula.

O Convite Para a Conversa

Esse assunto não se esgota num texto de blog. O desespero e o absurdo são companheiros de jornada de qualquer pessoa que se atreve a pensar sobre a própria existência. A boa notícia é que você não precisa atravessar esse deserto sozinho.

A terapia existencial é exatamente esse espaço: um oásis onde a gente pode olhar para a vastidão do deserto sem fingir que ele não existe, mas também sem ser engolido por ele. É um lugar onde a gente descobre que, embora a vida não tenha um manual, ter com quem conversar sobre a falta de manual já torna tudo muito mais leve e possível.

Se essa conversa tocou você de alguma forma, saiba que minha porta está aberta. Vamos olhar juntos para essa paisagem?

Quem sou eu?
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Andreia Aparecida Magaton

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Tem momentos em que tudo parece pesado demais, mesmo quando você tenta mostrar que está tudo bem.

Olá! Sou Andreia Magaton, psicóloga clínica. Ajudo pessoas que estão enfrentando ansiedade, depressão, baixa autoestima, dificuldades nos relacionamentos, luto e outros momentos difíceis.

Meu jeito de trabalhar une uma escuta acolhedora com conversas e estratégias práticas. Utilizo a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para ajudar você a compreender melhor seus pensamentos, emoções e comportamentos e encontrar novas formas de lidar com suas dificuldades.

Sou de Curitiba (PR) e realizo atendimentos online para todo o Brasil. Se você sente que chegou o momento de cuidar de si, será um prazer te acompanhar nesse processo.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

40 minutos

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Importante: Terappia no es un sitio para ayudar a personas con crisis suicidas. Para este tipo de servicio, recomendamos acceder al sitio web del CVV – Centro de Valorização da Vida en: www.cvv.com.br.

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