
Saúde mental masculina: por que tantos homens evitam pedir ajuda?
Por que muitos homens têm dificuldade em pedir ajuda e expressar emoções? Como a masculinidade e as ideias pessoais de valor influenciam essa experiência?
19 sept 2026
Lucas Filipe Costa
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Você já reparou como, desde cedo, alguns homens aprendem a responder "tudo bem" mesmo quando isso não é verdade?
Não é falta de sensibilidade. É um modo de estar no mundo que foi se formando, gesto a gesto, olhar a olhar, cada vez que "chorar" virou sinônimo de fraqueza, cada vez que "precisar de alguém" soou como falha. Foi assim, silenciosamente, que muitos aprenderam a existir de um jeito só: o de quem resolve, sustenta, carrega.
Cada gesto que fazemos carrega uma história que não começou em nós. Quando um homem hesita antes de dizer "estou com dificuldade", talvez não seja só dele essa hesitação, é de gerações inteiras que aprenderam que existir bem era existir sem precisar de ninguém.
Carl Rogers, um dos autores da chamada Psicologia Humanista, falava sobre como crescemos recebendo certas condições para sermos aceitos: o que ele chamava de condições de valor. Se, desde pequeno, o carinho e o reconhecimento vieram mais fácil quando você era forte, resolutivo, ou estava "no controle", é natural que pedir ajuda comece a parecer um risco: risco de deixar de ser reconhecido como quem você aprendeu a precisar ser.
E aí mora algo delicado: às vezes, o que impede o pedido de ajuda não é a dor em si, mas o medo de que, ao mostrá-la, a pessoa deixe de ser vista como capaz, como suficiente, como "homem" dentro daquilo que essa palavra carregou ao longo da vida. Contudo, manter a máscara de quem dá conta de tudo pode ser, no fundo, uma forma de fugir do encontro com a própria fragilidade.
Não escrevo isso para dizer que existe um jeito certo de ser homem, nem que pedir ajuda é sempre simples assim. Entender não muda automaticamente o modo como o corpo reage quando alguém pergunta "como você está, de verdade?". A mudança, se ela acontece, não vem de fora, vem de um processo de se permitir perguntar, sem pressa e sem julgamento, o que sustenta esse silêncio.
Talvez a reflexão de hoje não seja sobre "superar" a dificuldade de pedir ajuda, mas sobre reconhecê-la como parte de uma história.
Quem sou eu?

Samara Dayane dos Santos
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17/9695
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Olá! Meu nome é Sâmara Dayane, sou psicóloga clínica (CRP 17/9695) e atendo através da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
Ofereço psicoterapia online para adolescentes, adultos e idosos, focando na busca por estabilidade emocional, autonomia e no manejo de demandas como ansiedade, estresse, depressão e autoestima.
Meu compromisso é pautar a prática clínica em dados científicos e técnicas estruturadas, garantindo um olhar dedicado, acolhedor e atento à sua história única. Além disso, estou em formação em Libras para expandir o acesso e a inclusão na saúde mental.
Você não precisa carregar tudo isso sozinho(a). Vamos iniciar o seu processo de mudança? Agende o seu horário.
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