
Você sente falta da pessoa... ou da versão de você que existia naquela relação?
Nem todo término dói pela ausência do outro.
Às vezes, o que nos atravessa é a perda de um lugar onde aprendemos a existir.
É comum ouvir frases como: "Eu sei que essa relação me fazia mal, mas não consigo ir embora." Ou: "Já faz meses e parece que eu continuo esperando uma mensagem."
Quando isso acontece, muitas pessoas se culpam. Acreditam que são fracas, carentes ou incapazes de seguir em frente. Mas, na maioria das vezes, existe algo muito mais profundo acontecendo.
A dependência emocional não nasce porque você ama demais.
Ela costuma nascer quando, em algum momento da vida, você aprendeu que precisava conquistar amor, aprovação ou permanência para sentir que tinha valor.
Por isso, o término não representa apenas o fim de uma relação. Ele pode reativar medos antigos: o medo de ser abandonada, de não ser suficiente, de ficar sozinha, de não encontrar mais ninguém que a ame.
É como se a dor atual encontrasse feridas muito antigas.
Por fora, parece saudade.
Por dentro, muitas vezes é desamparo.
É importante compreender que sentir falta não significa que aquela relação era saudável.
Nos primeiros dias após um término, nossa mente tende a guardar as lembranças boas e silenciar tudo aquilo que nos fez sofrer. Esquecemos das crises, das renúncias, das vezes em que diminuímos nossa própria voz para manter o outro por perto.
Idealizamos a pessoa porque ainda estamos tentando sobreviver à ausência.
E isso pode nos fazer acreditar que voltar resolveria a dor.
Mas nem sempre queremos a pessoa de volta.
Às vezes, queremos apenas que a dor vá embora.
Na clínica, percebemos que muitas mulheres passaram anos aprendendo a cuidar das necessidades de todos ao seu redor. Tornaram-se especialistas em compreender o outro, mas quase nunca foram convidadas a compreender a si mesmas.
Quando uma relação termina, fica uma pergunta difícil de responder:
Quem sou eu quando não estou tentando ser suficiente para alguém?
Essa pergunta assusta.
Mas também pode marcar o início de um encontro consigo mesma.
A psicoterapia não tem como objetivo fazer você esquecer alguém.
Ela ajuda a entender por que aquela relação ocupou um espaço tão grande na sua história.
Porque, quando compreendemos a origem da nossa dependência, deixamos de buscar no outro aquilo que, durante muito tempo, acreditamos não encontrar em nós.
E, pouco a pouco, o amor deixa de ser um lugar onde precisamos nos perder para finalmente se tornar um lugar onde podemos permanecer sendo quem somos.
Esse post te tocou de alguma forma?
Me contate para construirmos esse local de cuidado e pertecimento que necessitas.
Abraço,
Milena Schmitt Moura | CRP 07/41927
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Quem sou eu?

Beatriz de Souza
CRP:

06/205069
Atendimento:
Online
Às vezes o que sentimos toma conta da nossa vida sem nem percebermos, mas não precisa ser assim.
Prazer, sou Beatriz, psicóloga especialista em Clínica Fenomenológico-Existencial pelo IFEN-RJ. Acompanho adultos, jovens adultos e adolescentes que vivenciam exaustão mental, crises de ansiedade, burnout , esgotamento acadêmico, oscilações importantes de humor como bipolaridade, dificuldades em relacionamentos, autoestima abalada, busca de reconstrução de sentido e formas de lidar com a sensação de insegurança, solidão, ansiedade e tristeza profunda.
Na terapia, busco compreender não apenas o que está acontecendo com você, mas como você está vivendo essa experiência. O processo é um espaço para olhar para sua história, seus sentimentos, escolhas, relações e limites, construindo novas possibilidades de lidar com aquilo que hoje parece difícil de sustentar.
Se você sente que é o momento de desacelerar o ruído externo e olhar com carinho para o seu mundo interior, entre em contato, estarei aqui para caminhar ao seu lado.
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