
A maternidade costuma ser descrita como um renascimento. E de fato, é. Uma nova mulher surge quando nasce uma mãe.
Mas quase nunca nos lembramos de olhar para o outro lado dessa transformação: para que algo renasça, algo também precisa morrer.
Muitas vezes, o que morre é aquela mulher que tinha liberdade, tempo, escolhas próprias.
Morre a forma como ela se via, como vivia, como ocupava o mundo.
E esse luto silencioso quase nunca é reconhecido.
Esperam que ela esteja feliz, plena, forte. Mas dentro dela, uma parte grita: “Eu perdi algo de mim e ninguém percebeu.”
O luto invisível da maternidade
Quando essa perda não é olhada, ela se transforma em peso. Um peso que pode virar exaustão, ansiedade, tristeza.
Afinal, como alguém pode renascer verdadeiramente se nunca foi permitido a ela viver o luto do que morreu?
O renascimento da mãe é lindo, sim. Mas também carrega cicatrizes, memórias e silêncios. E talvez o gesto mais humano diante de uma mãe seja esse: não perguntar apenas sobre a nova mulher que nasceu, mas também sobre a que morreu para que isso fosse possível.
Você já parou para pensar em qual parte de você foi deixada para trás na maternidade?
Reconhecer esse luto é reconhecer a mulher por completo: a que ficou, a que partiu e a que está nascendo todos os dias.
Se você sente que precisa de um espaço para si, para se escutar, se cuidar e se fortalecer, eu estou aqui.
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Quem sou eu?

Raissa Gentil Cardoso
CRP:

06/150403
Atendimento:
Online
Sou psicóloga e psicanalista, com 10 anos de experiência na área clínica.
Tenho especialização em cuidado a usuários de álcool e outras drogas, em Psicologia Hospitalar e Neuropsicologia em andamento pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
Meu trabalho é baseado na escuta sem julgamentos, proporcionando um espaço para o paciente em que a neutralidade é preservada.
A psicoterapia pode ser um espaço para o paciente falar livremente sobre questões profundas, é para falar sobre aquilo que não é dito para um amigo num café.
É sobre poder olhar para si e para a própria história, colocar em palavras o que está sentindo e poder ampliar a possibilidade de direções.
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