
Os sintomas quase nunca chegam por acaso. Eles vêm como proteção, como a forma que a gente encontrou (ou a única que conhecia) pra lidar com alguma coisa que, na época, não tinha outro jeito de ser suportada.
Por isso que, antes de qualquer coisa, a terapia é sobre construir recursos novos. Não dá pra simplesmente tirar uma parede que sustenta a estrutura toda, primeiro a gente precisa erguer outras, pra que você possa ir sentindo, aos poucos, que existem outras formas de funcionar. Mais saudáveis, mais leves, mais dela.
Só assim aquela parede que parecia ser a única base possível vai deixando de ser a única. E você entende, então, que ela não é o sintoma: o sintoma foi só o jeito que você achou de se manter de pé. ✨
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