
Há uma sutileza perigosa em algumas relações.
Ela começa devagar, quase imperceptível, num comentário aqui, numa dúvida ali.
De repente, você se pega se questionando: “Será que sou eu o problema?”
Porque quanto mais você duvida de si, mais fácil é para o outro controlar o que você sente, o que pensa e até o que acredita ser real. É assim que muitas mulheres acabam presas em relações disfuncionais, não por falta de percepção, mas porque passam a desacreditar da própria percepção.
Quantas vezes você já sentiu algo dentro de si gritando que algo estava errado, mas ouviu dele que estava exagerando?
Que era coisa da sua cabeça?
Que você “vê problema em tudo”?
E depois de tantas vezes ouvir isso, é natural começar a acreditare achar que o problema é você. Mas não é. O problema é quando o outro distorce suas emoções para manter o controle da relação. Quando o afeto vem acompanhado de confusão, culpa e manipulação. E você, sem perceber, sai de cada conversa se sentindo menor, mais insegura, mais perdida de si mesma.
E sabe o que mais dói?
É que quando a mulher começa a perceber o que está acontecendo e tenta colocar limites, é exatamente aí que ele reforça essa narrativa:
“Você está maluca.”
“Você está vendo coisa onde não tem.”
Mas a verdade é o oposto. É nesse momento que você começa a despertar. A enxergar que sua intuição estava certa o tempo todo. A perceber que a sua lucidez foi o que sempre incomodou. Antes de duvidar de si, faça uma pausa e se pergunte: Será que estou realmente confusa? Ou alguém está tentando me fazer acreditar nisso?
E se essas palavras fizeram sentido pra você, lembre: o primeiro passo pra se libertar é voltar a confiar na sua própria percepção.
A psicoterapia pode te ajudar a reconstruir essa confiança, a se reencontrar com quem você é, com a sua força, e com a verdade que sempre esteve aí, dentro de você.





