
Ouvimos muitas pessoas falando que não querem criar expectativas para não se frustrar. Será que isso realmente é possível? Graças ao nosso córtex pré-frontal, temos a capacidade de imaginar possibilidades para o futuro, portanto, estamos sempre esperando algo acontecer. Em outras palavras, sempre há expectativa, seja ela positiva ou negativa. Em vez de tentar negar a existência de expectativas, é necessário saber reconhecê-las. O que você espera do seu futuro?
Para conseguir identificar quais são as suas expectativas, é preciso entender aquilo que você deseja alcançar futuramente e por quê. Será que aquilo que você deseja um dia condiz com as suas ações? Será que o que você planeja para o seu futuro é realmente o que você deseja ou apenas o que o outro diz para você fazer?
Muitas vezes criamos a expectativa de que, quando tivermos determinado carro do ano, realizarmos determinada viagem ou alcançarmos determinado cargo na empresa, seremos felizes para sempre. Mas e depois? Mesmo tendo alcançado aquilo que você almeja, a vida segue. A aquisição de algo, uma conquista, nos traz felicidade, mas essa felicidade não é eterna.
Isso não significa que não devamos sonhar, planejar ou desejar. As expectativas fazem parte da nossa vida e podem nos impulsionar a crescer, buscar novos caminhos e construir projetos significativos. O desafio está em não depositar toda a nossa expectativa de felicidade em algo externo ou futuro. Nenhuma aquisição ou conquista vai nos deixar completos para sempre. Após alcançá-la, surgirá um novo desejo de conquistar outra coisa. O importante é aprender a valorizar o percurso.
Reconhecer as próprias expectativas é uma forma de se conhecer melhor. E, ao alinhar aquilo que desejamos com quem realmente somos, podemos viver com mais autenticidade, equilíbrio e sentido. Afinal, não é a ausência de expectativas que nos protege da frustração, mas a maneira como lidamos com elas.
Geovanna Moreira Bastos - CRP 01/30116
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