Não "tá tudo bem", não!


Não “tá tudo bem”, não!

Quantas vezes nos últimos dias você ouviu alguém contar uma situação difícil e logo depois dizer “e tá tudo bem”?

Muitos veem essa postura apenas como uma forma otimista de ver a vida, e em alguns casos até mesmo como uma forma de respeitar o direito do outro. Mas as vezes, basta olhar com um pouco mais de atenção, para notar nesse tipo de discurso excessivamente positivo uma tentativa de evitar contato com as próprias emoções.

Por exemplo, se uma pessoa está relatando um término, onde a iniciativa partiu do outro “e tá tudo bem”, provavelmente ela quer dizer que respeita a decisão do outro, mas negar a tristeza que normalmente acompanha o final de um relacionamento não faz com que as emoções se dissipem. Existe um clima em que a felicidade, otimismo e positividade tornaram-se parte de uma regra social não declarada.

Pense comigo: se você tem intimidade suficiente para falar de uma situação adversa da sua vida, então não deveria ser um problema admitir que está triste, com raiva, sem paciência diante de algo que despertou suas emoções de forma incômoda.

Temos encontrado dificuldades em ensinar pessoas sobre o contato com as emoções consideradas negativas. È importante destacar que em baixa quantidade elas têm sua função no processo de amadurecimento. O medo faz com que você aja com cuidado, a ansiedade estimula o planejamento, a frustração exercita a paciência e perseverança e assim por diante.

E eu não estou querendo dizer que é ruim ser otimista, ter esperanças, mas que é preciso trabalhar o autoconhecimento e compreender que possuímos uma gama imensa de emoções, e algumas nos geram algum tipo de desconforto mas, fazer de conta que elas não existem não vai resolver nada pois as emoções não somem, quando não for mais possível contê-las, elas acabarão explodindo de outra forma.

Como costumo dizer aos meus pacientes, podemos colocar uma poeirinha embaixo do tapete, mas se tentar estendê-lo sobre uma montanha, ela continuará sendo muito grande e evidente.


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