O seu amor pelo outro suporta vê-lo feliz?

Diante do sentimento de posse e da insegurança e medo de perder o ser amado, presenciamos comumente estratégias de controle nas relações. O controle da uma falsa sensação de segurança. Mas para que esta segurança esteja presente, geralmente é imposto ao par um padrão rígido de costumes, onde a individualidade, a autonomia e a liberdade não são bem-vindas. Em nome do que se chama de amor, prendemos o outro, cortando suas asas.

Assim, ver o ser amado infeliz, mas ao nosso lado, torna-se uma opção mais segura. A felicidade e liberdade do outro nos causa insegurança, nos ameaça. Apesar desta realidade ser tão comum, será que podemos chamar isso de amor? Será que temos esse direito de tratar o outro como sendo um pertence nosso?

Se entendermos que todos somos livres e que nosso par pertence somente a si mesmo, sendo, o ideal, que ele ou ela estejam conosco por escolha e não por obrigação, entenderemos que essa posse e esse controle não fazem sentido, não são saudáveis e não propiciam um terreno fértil para o amor. Amar é justamente o contrário, é se alegrar com a felicidade do outro, mesmo que essa felicidade não nos favoreça.

Quando amamos alguém desejamos sua felicidade, mesmo que longe da gente, mesmo que trilhando um caminho diferente do que desejamos, pois amor é liberdade e só quando entendemos isso é que estamos verdadeiramente prontos para amar.

E então, o seu amor pelo outro suporta vê-lo feliz?


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