SUICÍDIO


O suicídio é uma triste realidade, é algo que choca, pois estabelece um lugar muito difícil de aceitar, que é o sujeito optar livremente pela sua própria morte. São inúmeras as razões pelas quais acontece o ato do suicídio, que por sinal muito mais pessoas que possamos imaginar já pensou nesse contexto.

Segundo os registros da Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é responsável anualmente por um milhão de óbitos, a cada 45 segundos ocorre um suicídio em algum lugar do planeta, ou seja, há um contingente de 1.920 pessoas que põem fim à vida diariamente.

As causas de um suicídio são invariavelmente mais complexas que um acontecimento recente, como a perda do emprego ou um rompimento amoroso. Também como um dos fatores indispensáveis que são os transtornos mentais estão associados ao suicídio: a depressão, o transtorno do humor bipolar, dependência de álcool e de outras drogas psicoativas. Esquizofrenia e certas características de personalidade também são importantes fatores de risco, dessa forma, a motivação para morrer está enraizada na conduta, no pensamento, no estilo de vida e na personalidade. Tal situação é agravada quando mais de uma dessas condições combinam-se, como, por exemplo, depressão e alcoolismo.

Podemos estar atentos ao nosso redor em pessoas que começam a perder o interesse por atividades que antes gostavam que começam a se descuidar da aparência, degradam o desempenho escolar ou profissional, sofrem alterações no sono e de apetite, e usam frases como:’’ Quero desaparecer!’’ ou ‘’Preferia estar morto!’’. Tais mudanças que são marcantes no comportamento podem indicar a necessidade de ajuda e em muitos casos é possível evitar que esses pensamentos suicidas sem tornem realidade.

Saber quais são as causas e as formas de ajudar é um passo muito importante para reduzir a taxa de suicídio no Brasil. Assim, vale ressaltar o CVV (centro de valorização a vida), que é uma das ONGs mais antigas do país que atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio pelo telefone 188, gratuito e funcionam 24 horas. Também o atendimento pode ser realizado por chat, e-mail e também presencialmente, tudo pode ser encontrado no site: www.cvv.org.br. Os voluntários que trabalham nesse programa são treinados para conversar com pessoas que estejam passando por problemas e possam pensar em tirar sua vida.

O apoio de amigos e familiares faz toda a diferença para quem está vivendo o sofrimento mental, praticar a empatia é uma das melhores estratégias para isso, ou seja, mostrar que está entendendo o momento que a pessoa está passando. Frases empáticas, como: ‘’Entendo que você está passando por um momento difícil, e eu estou aqui para você. ’’

A prática do ouvir e ser empático, mostra para a pessoa que está sofrendo que ela não está sendo julgada ou subestimada pela sua condição, e sim que está sendo compreendida e como conseqüência também sendo confortada.

Vale ressaltar que apenas profissionais da saúde, como psicólogos e psiquiatras podem indicar e definir qual o melhor tratamento para a pessoa que está passando por sofrimento mental, sendo este o uso de psicofármacos e psicoterapia, também o trabalho multifatorial de ambos profissionais.

Ouvir com atenção, incentivar, explicar que existe tratamento é fundamental, tenha boa vontade, zelo e estimule a pessoa a procurar ajuda dos profissionais de saúde mental.













Referências

Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Perfil epidemiológico das tentativas e óbitos por suicídio no Brasil e a rede de atenção à saúde. Boletim Epidemiológico, v. 48, n. 30, 2017.

Centro de Valorização da Vida. Setembro Amarelo: mês de prevenção do suicídio. https://www.cvvorg.br/blog/setembro-amarelo-mes-de-prevencao-do-suicidio/


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