Tristeza, depressão, ansiedade e problemas de sono na população durante a pandemia

Atualizado: 19 de abr.



A frequência de tristeza, nervosismo e alterações do sono aumentaram durante a pandemia do COVID-19 no Brasil, desde que o primeiro óbito foi identificado no mês de março de 2020. Após 20 dias do primeiro óbito de um brasileiro, a OMS já havia declarado a pandemia.

Assim, o artigo a seguir demonstra que foi realizada uma pesquisa através de um questionário aplicado via internet em adultos e idosos, coletando informações sobre condições de vida, saúde e comportamento. Por meio da pesquisa, foi possível verificar os efeitos psicológicos negativos e os principais fatores de estresse que foram identificados como: à duração da quarentena, o medo da infecção, os sentimentos de frustração e de aborrecimento, a informação inadequada sobre a doença e seus cuidados, as perdas financeiras e o estigma da doença.


Os estudos relatavam a ocorrência de sintomas psicológicos, como por exemplo: distúrbios emocionais, depressão, estresse, humor depressivo, irritabilidade, insônia e sintomas de estresse pós-traumático. Pôde-se perceber através do estudo que tais sintomas prevaleceram mais em jovens, mulheres e pessoas com diagnóstico prévio de depressão.

A pandemia ocasionou vários fatores estressores citados nesse artigo, onde foram evidenciados o medo de contrair a doença, a solidão por conta do isolamento social, além das questões econômicas. Tudo isso foi motivo para gerar muitas incertezas sobre o futuro. Outro motivo importante evidenciado, foi que o impacto psicológico foi maior no contexto feminino, pois a maioria dos relatos de sentimentos de tristeza, nervosismo e ansiedade tiveram uma proporção mais elevada do que nos homens.


Visto que os impactos da pandemia têm causado sofrimento mental, pôde-se notar com o artigo e o contexto que estamos vivendo, que as pessoas reagem de maneiras diferentes frente a essa situação, pois depende da história de vida individual e características particulares de cada indivíduo, assim é composta a forma que cada um responderá a este momento de pandemia.


Dessa forma, vale salientar que com o fechamento das escolas, comércios e locais de trabalho diversos, a pandemia foi e está sendo um fator que alterou o padrão de comportamento da sociedade, pois com a redução do contato próximo entre as pessoas produz algo de grande impacto para a saúde mental. Assim, percebe-se também que os desajustes familiares aumentaram, pois a dinâmica familiar está relacionada ao emprego, e com o desemprego a tensão familiar tem se tornado mais frequente.


Desse modo, a maior implicação é com relação à vulnerabilidade das pessoas, assim, uma estratégia muito importante é a aplicação e planejamento da preservação e atenção à saúde mental durante a pandemia. Enfatizo aqui, que as pessoas com antecedentes de depressão são as mais vulneráveis no contexto pandêmico.


Neste momento pandêmico, é considerável uma maior divulgação das medidas, práticas e cuidados da saúde mental e também da qualidade do sono recomendadas pela OMS, sociedades e associações de profissionais da saúde mental.


Kamilla Silveira

Psicóloga CRP 04/63510

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