top of page

Autoaceitação e psicanálise: o encontro com quem se é

15 de out. de 2025

Psicóloga Andreza Fonseca Lima -CRP 11/23449

Autoconhecimento
Terappia Logo

Aceitar a si mesmo não é um gesto simples. É um processo que envolve coragem, tempo e, principalmente, escuta. A autoaceitação não nasce da tentativa de ser perfeito, mas do reconhecimento de que somos humanos, cheios de contradições, desejos, falhas e potências.

 

Na vida cotidiana, somos atravessados por inúmeras exigências: ser produtivo, ser feliz, ser forte, ser tudo ao mesmo tempo. Essa busca por um “eu ideal” acaba nos afastando do que é mais genuíno em nós. É nesse ponto que a psicanálise oferece um caminho. Ela convida o sujeito a se escutar, a olhar para dentro e a descobrir o que está por trás das suas dores, repetições e silêncios.

 

A psicanálise não ensina o que é certo ou errado, nem busca moldar comportamentos. Ela cria um espaço de fala e de escuta onde a pessoa pode se reencontrar com a própria verdade, uma verdade que muitas vezes ficou escondida sob o peso das expectativas externas. Ao se escutar, o sujeito começa a compreender suas escolhas, seus afetos e suas fragilidades. E, nesse movimento, a autoaceitação floresce.

 

Aceitar-se não é desistir de mudar, mas compreender que toda mudança real nasce do acolhimento. Quando nos permitimos ser quem somos, com nossas luzes e sombras, a vida se torna mais leve, mais verdadeira e mais nossa.

 

A psicanálise não promete um caminho fácil, mas oferece algo essencial: a possibilidade de se reconciliar com a própria história. E talvez seja esse o primeiro passo para viver com mais liberdade e paz.

Últimas publicações desse Terappeuta

bottom of page