
Muito é dito sobre a querela entre Freud (psicanálise) e Jung (psicologia analítica). Entretanto, poucos conseguem evidenciar realmente o que estava no centro de toda a discussão. Por isso, resolvi redigir o presente texto, como forma de elucidar um pouco essa questão.
Primeiro, é importante ressaltar que Jung jamais quis desrespeitar Freud, a quem tinha muita estima. Em famosa entrevista de 1957 (disponível no YouTube), revela que escreveu sua obra Tipos Psicológicos, em certa medida, para fazer justiça à teoria de seu antigo colaborador. No livro, buscou demonstrar que a teoria freudiana tinha um lugar de direito a ocupar no tratamento de determinadas questões, apesar de não ter a abrangência terapêutica que Freud pretendia.
Todavia, a distinção é estrutural: em mais de uma ocasião, Freud afirmou categoricamente que os sintomas neuróticos são em essência satisfações substitutivas para desejos sexuais não realizados, enquanto Jung contrapõe: "homens ficam neuróticos quando se contentam com respostas insuficientes ou falsas às questões da vida”.[1]
Em O Espírito na arte e na Ciência, Jung dedica um capítulo especial a Freud, no qual elabora o problema freudiano de considerar os fenômenos psicológicos unilateralmente pelo prisma das pulsões sexuais: “a técnica de interpretação freudiana, enquanto permanecer sob a influência de suas hipóteses unilaterais e, por isso, falsas, é de uma arbitrariedade óbvia”.
Ainda assim, reconhece que Freud teve um verdadeiro papel revolucionário, ao considerar as neuroses segundo a história individual de cada pessoa, além de ter voltado um olhar cuidadoso para os sonhos.
Por fim, apesar de toda a querela, Jung não deixa de soltar um retumbante elogio:
“Freud não avançou naquela camada mais profunda do humano em geral. Não o devia e nem podia, sem tornar-se infiel à sua missão histórico-cultural. E esta missão ele cumpriu – missão suficiente para a obra gloriosa de toda uma vida.”[2]
[1] Citação do livro Memórias, Sonhos e Reflexões, de Carl Jung.
[2] Citação do livro O Espírito na Arte e na Ciência, de Carl Jung.
Quem sou eu?

Ana Patricia Ferreira de Melo
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Sou Ana Patrícia, psicóloga, e acredito que cada pessoa precisa ser acolhida de forma única, respeitando sua história, suas necessidades e seu momento de vida. Minha atuação é pautada na escuta qualificada, no acolhimento e na ética profissional, buscando construir com cada cliente um espaço seguro, onde ele possa se sentir ouvido e compreendido.
Através da Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalho auxiliando o cliente a compreender a relação entre seus pensamentos, emoções e comportamentos, desenvolvendo estratégias que possam contribuir para uma rotina mais saudável e para o enfrentamento de suas dificuldades. Também possuo experiência com intervenção ABA, o que ampliou minha capacidade de observar comportamentos, estabelecer objetivos e acompanhar a evolução de cada pessoa de maneira individualizada.
Meu objetivo é oferecer um atendimento humanizado, responsável e personalizado, contribuindo para que cada cliente se sinta respeitado, acolhido e capaz de desenvolver novos recursos para lidar com seus desafios
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
40 minutos
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