top of page

Quando amar um narcisista dói

10 de out. de 2025

Psicóloga Andreza Fonseca Lima -CRP 11/23449

Psicoeducação
Terappia Logo

Amar um narcisista é viver um amor que começa como um sonho e termina como um espelho quebrado. No início, tudo parece intenso, mágico, quase perfeito. O narcisista sabe como encantar — ele observa, estuda, entende o que o outro deseja ouvir. E, por um tempo, faz você se sentir única, admirada, importante.

 

Mas, com o passar dos dias, algo começa a mudar. O brilho que antes iluminava o relacionamento se apaga lentamente. As palavras doces dão lugar a críticas sutis, o carinho vira controle, e o amor passa a doer. Aos poucos, a pessoa que ama o narcisista começa a duvidar de si, tentando entender onde perdeu aquele olhar que antes a fazia se sentir especial.

O narcisista precisa ser admirado para se sentir vivo. Ele não busca um encontro de almas, mas alguém que o mantenha no centro — que o reafirme, que o sustente emocionalmente. O outro deixa de ser sujeito e se torna espelho. E, quando o reflexo deixa de agradar, ele é descartado, ignorado ou diminuído.

 

Quem ama um narcisista vive entre o medo e a esperança — o medo de perder aquele “lado bom” e a esperança de que ele volte a ser quem era no começo. Mas o amor verdadeiro não precisa ser uma luta constante. Amar não deve significar desaparecer.

 

A cura vem quando se compreende que o amor não é sobre salvar o outro, mas sobre se reencontrar. É um processo doloroso, mas libertador — o retorno a um amor mais importante de todos: o amor por si mesmo.

Últimas publicações desse Terappeuta

bottom of page