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Escutar verdadeiramente vai além de ouvir palavras. É conseguir silenciar, por alguns instantes, nossas próprias certezas, julgamentos e respostas prontas para que o outro possa aparecer em sua singularidade.
Na clínica, a escuta não é apenas uma técnica. É presença. É sustentar um espaço em que alguém possa falar — e, muitas vezes, se escutar de um jeito que ainda não havia conseguido.
Talvez uma das formas mais profundas de cuidado seja justamente essa: não ocupar com nossas respostas o espaço que pertence à fala do outro.
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