
Essa frase de Freud, vinda de seu livro mais famoso e engenhoso, “A interpretação dos sonhos”(1900), veio não só para justificar a “auto-análise” exercida de seu autor, como serve para outros fins.
Um deles, é a obrigatoriedade de todo analista ou estudante da área, precisar lançar essa “luz” na sua análise, para que suas próprias resistências não interfiram na análise de seus analisandos. Sendo esse um dos pilares que sustentam a prática exercida por todo futuro analista.
Mas o que trago é sobre a exposição do psicólogo(a) dentro do setting analítico, não só como uma amostra de personalidade de quem escuta e sim como um meio de fazer o sujeito que fala, se abrir…
A exposição como uma ferramenta vária de caso em caso, servindo principalmente como meio de firmar um laço transferencial de analista e analisando, forjando uma conexão que, mesmo permeada por certa resistência, é capaz de fazer o sujeito caminhar dentro da própria análise.
Na psicanálise é realmente incomum que o analista vá se abrindo, dizendo suas intimidades e se exponha tanto quanto o analisando. Tudo que for exposto é devidamente pensado e planejado, visando o presente estado do paciente, uma forma talvez se for pelo caminho de uma produção, a produção de uma modificação do setting.




