
Apsicanálise costuma ser associada à ideia de liberdade… E, bem, realmente há algo de profundamente libertador nesse processo. Mas talvez não seja exatamente a liberdade que se imagina!
Não se trata de uma liberdade desmedida, sem limites e imoral.
Se percebe que, durante o percurso analítico às ilusões de que tudo é possível sem consequências, vão se desfazendo, abrindo espaço para novas colocações e registros que passam pela responsabilização.
Responsabilização de que somos algo para além do desejo do Outro, que somos indivíduos capazes de reconhecer o próprio desejo e, principalmente, de sustentá-lo.
E sustentar o desejo não é algo leve ou sequer confortável. Implica se implicar nas próprias escolhas, abrir mão de certas garantias, confrontar faltas, suportar incertezas e assumir os efeitos daquilo que se quer ser ou onde quer estar, mesmo quando isso não se encaixa nas expectativas do Outro.
O que se constrói é uma posição diferente diante da própria vida: menos guiada pelas expectativas dessas outras pessoas, e sim uma escuta mais atravessada de si mesmo.
No fim, a liberdade que a psicanálise oferece não é a de poder tudo… mas a de poder se responsabilizar por aquilo que, de fato, é seu e bancar isso…
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