
Produzir mais, ser mais eficiente, aprimorar-se, cobranças sem fim... O valor da existência passa a ser medido pela produtividade, pela capacidade de performar, como se não houvesse espaço legítimo para o descanso, a pausa e a fragilidade.
Nesse processo, a sociedade de controle imposta pelo neoliberalismo cumpre seu papel: as cobranças, antes externas, agora são internalizadas. O que é social, cultural e estrutural se transmuta em falha pessoal. O sujeito se vigia, se exige, se culpa. A engrenagem se alimenta dessa vigilância ininterrupta, que transforma a vida em um ciclo interminável de cobrança. O efeito é visível: fadiga, ansiedade, depressão, burnout.
A clínica, nesse contexto, pode ser um espaço de fuga. Ali, o sujeito encontra a possibilidade de suspender essas exigências, revisitar narrativas, abrir frestas para existir sem a tirania da utilidade, respirar e entrar em contato com o aqui-agora. É um território onde se torna possível desconstruir ideais aprisionantes e ensaiar outras formas de vida, menos marcadas pela lógica da produtividade e mais atravessadas pelo cuidado e pelo acolhimento.
Na terapia podemos refletir sobre como aliviar o peso da autoexigência, questionar os imperativos internalizados e sustentar a construção de modos de existir mais flexíveis, singulares e possíveis.
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