
Na Psicologia, aprendemos que desejo não é sinônimo de necessidade. Muitas vezes, queremos aquilo que alivia uma dor imediata, confirma crenças antigas ou mantém padrões já conhecidos , mesmo que esses padrões sejam prejudiciais.
A Terapia Cognitivo-Comportamental mostra que nossos desejos são influenciados por esquemas cognitivos formados ao longo da vida. Quando esses esquemas estão ligados a abandono, desvalorização ou medo de rejeição, podemos desejar relações, escolhas ou comportamentos que reforçam exatamente aquilo que nos adoece.
O cérebro tende a buscar o familiar, não o saudável. Por isso, abrir mão do que queremos pode gerar frustração, ansiedade e até luto. Mas, a longo prazo, é justamente essa renúncia que possibilita crescimento emocional, autonomia e bem-estar psicológico.
Maturidade emocional não é conseguir tudo o que se deseja, mas aprender a diferenciar o que alimenta momentaneamente do que sustenta a saúde mental. Às vezes, dizer “não” para um desejo é dizer “sim” para si mesmo.
Na psicoterapia, esse processo é trabalhado com consciência, acolhimento e ciência , porque escolher o que é bom para você também é uma habilidade que pode ser aprendida.





