
Você já teve aquele pensamento que simplesmente não te larga? Algo como: “Eu não sou bom o suficiente”, “vai dar tudo errado” ou “ninguém se importa comigo”? Todo mundo passa por isso em algum momento. Mas o problema é quando esses pensamentos começam a guiar nossas emoções e atitudes de maneira automática — e negativa.
A boa notícia é que existe uma forma de aprender a lidar com isso:você pode se tornar seu próprio terapeuta.
O que significa ser seu próprio terapeuta?
Não estamos dizendo que a terapia profissional pode ser substituída. Mas a ideia é: mesmo fora do consultório, você pode desenvolver habilidades para observar seus pensamentos, entender como eles afetam suas emoções e atitudes, e aprender a questionar ideias que talvez estejam te prejudicando.
Essa prática vem daterapia cognitivo-comportamental (TCC), uma das abordagens mais reconhecidas no mundo todo. E uma das ferramentas mais poderosas da TCC é o chamadoquestionamento socrático— um jeito curioso, gentil e investigativo de se perguntar: “Será que isso que estou pensando é realmente verdade?”
“Nem tudo que eu penso é fato?”
Exato. Muita gente acredita que seus pensamentos são verdades absolutas. Mas eles são, na verdade, interpretações — muitas vezes baseadas em crenças antigas ou experiências difíceis.
Por exemplo:
Um erro no trabalho pode acionar o pensamento “sou incompetente”.
Uma briga com um amigo pode levar à ideia “ninguém gosta de mim”.
Mas será que essas conclusões são justas? Ou será que você está usando um filtro distorcido?
Como fazer isso na prática?
Aqui vão4 passos simplespara começar a praticar o autocuidado emocional com base no questionamento socrático:
1. Identifique o pensamento
Pare por um momento e observe o que está passando pela sua cabeça. É um pensamento triste, assustador, crítico?
📝 Exemplo: “Se eu não agradar todo mundo, vão me rejeitar.”
2. Observe a emoção
Como esse pensamento faz você se sentir? Triste, ansioso, irritado?
🧠 Saber isso ajuda a perceber o impacto que um simples pensamento pode ter no seu dia.
3. Questione a ideia
Use perguntas como:
Que evidências eu tenho de que isso é verdade?
Existe outra forma de ver essa situação?
Se fosse com um amigo, eu pensaria o mesmo?
🔍 Exemplo: “Será que alguém já me rejeitou só porque eu fui honesto sobre minha opinião?”
4. Construa uma nova perspectiva
Baseado no que você encontrou, tente reformular o pensamento de forma mais equilibrada.
🗣 Nova forma de pensar: “Nem todo mundo vai concordar comigo sempre, e tudo bem. Isso não significa que vão me rejeitar.”
Um treino diário de gentileza com você mesmo
Ser seu próprio terapeuta não é sobre se criticar menosporque você merece menos, mas porque vocêmerece mais. Mais equilíbrio, mais clareza, mais paz. É um exercício diário de gentileza e curiosidade com seus próprios pensamentos.
Com o tempo, essa prática te ajuda a lidar melhor com desafios, se conhecer mais profundamente e tomar decisões com mais consciência — como um verdadeiro terapeuta faria com você. A diferença é que agora você estará aprendendo a fazer isso consigo mesmo.
✨ Dica final:
Você não precisa fazer tudo sozinho. Se sentir que seus pensamentos estão difíceis demais de lidar, procurar um psicólogo é um passo corajoso e transformador. A terapia é um espaço de aprendizado — inclusive para que você fortaleça sua habilidade de ser, cada vez mais, seu próprio cuidador emocional.
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Quem sou eu?

Julia Braz Goudinho
CRP:

05/54443
Atendimento:
Online
Pós- graduada em Psicologia Clínica Fenomenológica Existencial.
Atendimento Clínico para adolescentes, adultos e idosos com foco em raça, gênero, maternidade, ansiedade, luto, depressão, sexualidade, relacionamentos e os diversos e subjetivos transtornos.
Conhecendo um pouco sobre Fenomenologia Existencial:
é uma abordagem terapêutica com bases filosóficas que considera cada ser singular, pois cada um vive e sente as experiências de maneira única; e livre, já que todo momento fazemos escolhas.
Somos responsáveis pelas consequências de tais escolhas, e por estarmos sempre escolhendo nossa existência está em constante processo de transformação.
A fenomenologia como método procura se afastar de interpretações a partir do momento que busca compreender a forma como cada indivíduo percebe a realidade evitando enquadrar as pessoas em classificações prontas justamente por acreditar que cada existência é única.
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