
As luzes continuam acesas, as músicas seguem tocando, as pessoas planejam ceias e encontros. Mas, dentro de mim, tudo parece mais silencioso, mais vazio.
O mundo espera alegria, enquanto meu coração ainda procura por você em cada detalhe: no cheiro da comida, nas lembranças da mesa cheia, nos rituais que antes faziam sentido porque você estava ali.
Eu tento acompanhar o ritmo das festas, mas a verdade é que nada brilha da mesma forma. É como se a data tivesse perdido a alma, porque a minha ainda sente a ausência da sua presença. Enquanto todos comemoram, eu atravesso um dezembro comprido, pesado, atravessado de saudade.
O Natal fala de nascimento, de amor, de esperança… e eu ainda estou aprendendo a respirar sem você. Ainda tento compreender como continuar celebrando quando, por dentro, tudo ainda chora.
Por isso, às vezes, o Natal se transforma apenas nisso: dezembro. Um mês qualquer. Um tempo que atravesso devagar, carregando memórias e reunindo forças para não desmoronar.
Porque quem perde alguém descobre que algumas datas nunca mais voltam a ser o que eram. E aprende, aos poucos, que o coração precisa de tempo para reaprender a encontrar luz em meio a tanta ausência.
Mariana toda vez que vê a sua foto, aponta e sorri. Você continua aqui.
Nathalia Oliveira Leite
Psicóloga clínica 🦋✨





