
"Como é que eu cuido sozinha de mim mesma,
se o que chamam de eu está espalhado pelo mundo?
Em algumas mãos estão meus sonhos,
em outras, meus medos.
Em alguns sorrisos, minha alegria.
Em outros olhares, minha paz.
Em certos abraços, minha casa.
Como uma raiz de múltiplos ramos,
estou aqui, irremediavelmente conectada,
ligada aos demais seres.
Se eu tentasse recolher todos esses pedaços de mim,
que agora estão por todo lado,
o mundo desabaria.
É por isso que cuidar do mundo
também é meu autocuidado.
Cuidar dos olhos é regar as plantas.
Cuidar do meu sorriso é brincar com as crianças.
Cuidar do meu ouvido é ter pássaros que cantem,
árvores que pousem.
Me diz então,
como é que eu cuido sozinha de mim?"
— Geni Núñez, poema compartilhado na Festa Literária Internacional de Maringá (FLIM).
Não existe autocuidado totalmente separado do coletivo. A gente também é feito das nossas relações, dos encontros, dos lugares e territórios que habitamos e das condições que temos para viver. Nossas alegrias, nossos medos, nossas experiências e até a maneira como enxergamos a nós mesmos passam, de alguma forma, pelas relações que construímos com o mundo.
O psicanalista Donald Winnicott nos ajuda a pensar sobre isso quando fala da dependência como parte da experiência humana. Desde o nascimento, precisamos de outras pessoas e de um ambiente que nos ofereça cuidado e sustentação. Ao longo da vida, conquistamos autonomia, mas nunca nos tornamos completamente independentes. Precisar do outro também faz parte de estar vivo.
Talvez por isso seja tão importante questionar a ideia de que cuidar de si é uma tarefa exclusivamente individual. Não basta falar sobre autocuidado sem olhar para as condições em que as pessoas vivem, trabalham, se relacionam e constroem suas histórias. Afinal, como pensar em saúde mental sem considerar as relações, os direitos e as condições sociais que atravessam nossas vidas?
Cuidar de nós também passa por cuidar uns dos outros, da terra e do mundo que compartilhamos. Passa por construir relações mais acolhedoras, espaços de pertencimento e condições mais dignas de existência.
A psicoterapia também pode ser um desses espaços de cuidado. Um lugar onde, no encontro com outra pessoa, podemos falar sobre nossas experiências, elaborar sofrimentos e encontrar novas possibilidades de estar no mundo.
Gosto de pensar que o autocuidado não precisa ser sobre aprender a dar conta de tudo sozinho. Talvez também seja sobre reconhecer que precisamos uns dos outros e que a vida se sustenta nos encontros.
E, como sisse Geni Núñez: qual saúde não é coletiva?
Késia Simeão
Psicóloga - CRP 08/35585
Instagram: @psikesiasimeao (https://www.instagram.com/psikesiasimeao/)
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Quem sou eu?

Pamela Cristina Silva Madeira Ferreira
CRP:

05/77814
Atendimento:
Online, Presencial
Sou Pamela Madeira, psicóloga clínica (CRP 05/77814), graduada em Psicologia pelo IBMR e em Pedagogia pela UERJ, pós-graduada em Psicopedagogia pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduanda em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pela PUCRS.
Atuo no atendimento psicoterapêutico de adultos, oferecendo uma escuta acolhedora, ética e individualizada. Minha trajetória na Psicologia, Psicopedagogia e Educação proporciona um olhar ampliado sobre o ser humano, compreendendo a conexão entre pensamentos, emoções, comportamentos, aprendizagem e bem-estar.
Com uma abordagem fundamentada em evidências científicas, busco ajudar cada pessoa a compreender suas dificuldades, desenvolver autoconhecimento, fortalecer seus recursos emocionais e construir mudanças significativas em sua vida.
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