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Autoestima - uma visão alternativa

A autoestima na psicologia analítica

May 5, 2026

Mateus Aviani Mesquita

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Autoconhecimento

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O que queremos dizer quando usamos o termo "autoestima"? Bem, em geral, não queremos dizer mais do que o quanto a pessoa gosta de si mesma e se avalia positivamente. Todavia, a psicologia analítica tem uma visão um pouco diferente...

 

Na psicologia analítica de Carl Gustav Jung, aquilo que hoje se chama de autoestima não é entendido, em primeiro lugar, como gostar ou não de si mesmo, nem como sentir-se confiante ou inseguro. A questão central é mais simples e, ao mesmo tempo, mais exigente: trata-se de quão ajustada à realidade é a maneira como a pessoa se enxerga.

 

Nesse sentido, os dois extremos mais comuns não são vistos como opostos qualitativamente diferentes, mas como variações do mesmo problema. De um lado, está quem se coloca acima do que é — alguém que sustenta uma imagem inflada de si, com excesso de certeza, de superioridade ou de importância. Do outro, quem se coloca abaixo — alguém que se percebe como insuficiente, incapaz ou dependente da validação dos outros. Embora pareçam diferentes, ambos os casos indicam uma distorção: a pessoa não está bem calibrada em relação à própria realidade.

 

Uma posição mais saudável não consiste em “pensar positivo” sobre si, mas em sustentar uma percepção mais sóbria e estável. Isso implica reconhecer qualidades sem exagerá-las, admitir limitações sem transformar isso em autodepreciação e não depender constantemente da aprovação externa para manter algum senso de valor pessoal. Em vez de oscilar entre grandiosidade e desvalorização, a pessoa passa a operar com uma noção mais concreta de si: alguém que tem recursos e falhas, acertos e limites, e que consegue lidar com isso sem precisar distorcer a própria imagem.

 

Um ponto decisivo nesse processo é a relação com aquilo que a própria pessoa tende a evitar em si mesma — traços, impulsos ou fragilidades que não combinam com a imagem que ela gostaria de sustentar. Quando esses aspectos são ignorados, a tendência é uma confiança artificial, rígida, pouco testada pela realidade. Quando, ao contrário, eles dominam a percepção, a pessoa se sente fraca ou inadequada. O equilíbrio depende da capacidade de reconhecer essas partes sem precisar negá-las nem ser governado por elas.

 

O resultado não é alguém que “se ama muito”, no sentido popular do termo, mas alguém que não precisa se inflar para se sustentar nem desmorona diante de críticas ou erros. Trata-se de uma relação mais estável consigo mesmo, menos dependente de confirmação externa e mais ancorada em uma percepção relativamente honesta da própria condição. Nesse sentido, o que se costuma chamar de “boa autoestima” aparece não como algo um objetivo a ser alcançado, mas como um ajuste ao mundo real.

 

Como eu disse no início do texto, essa visão da psicologia analítica de fato é mais exigente, mas a verdade é que intervenções que tentam aumentar diretamente o sentimento de valor pessoal tendem a ser limitadas quando não há um trabalho paralelo de ajuste à realidade e integração de aspectos negados. No final das contas, a tentativa de “forçar” um gostar de si tende a ser limitada quando não há esse trabalho mais fundamental.

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