
Tem coisas que a gente carrega há tanto tempo que já parecem parte de nós. Uma carreira escolhida cedo. O papel de quem sempre dá conta de tudo. Uma relação que sustentou a gente numa fase difícil. Em algum momento, tudo isso teve um motivo, e foi um motivo legítimo.
Com o tempo, o motivo pode passar, mas o hábito de carregar continua. Seguimos por costume, por medo de decepcionar, ou porque já investimos tanto que parar parece desperdício. E, sem perceber, deixamos de fazer uma pergunta gentil: isso ainda faz sentindo para mim?
Talvez valha lembrar que mudar de ideia não apaga quem você foi. Você pode ter sido sincera quando escolheu e, ainda assim, desejar algo diferente hoje. As duas coisas cabem juntas. Não é fracasso, pode ser só o reflexo de tudo que você viveu e aprendeu até aqui.
Que tal, com calma e sem cobrança, se perguntar "o que posso deixar de carregar para viver alinhada com meus valores?". A resposta nem sempre é grande e éstá tudo bem levar o tempo que for preciso para percebê-la.
Se este texto tocou em algo, você pode guardar essa pergunta com carinho e voltar a ela quando fizer sentido.
Psicóloga Julia Orlando
CRP 06/230791
Quem sou eu?

Ivana Machado Schena
CRP:

07/38688
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Presencial, Online
Olá. Me chamo Ivana, sou psicóloga clínica graduada pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) e atual pós-graduanda em Clínica Psicanalítica pela Universidade Franciscana (UFN). Oriento minha escuta através da psicanálise, tendo como ênfase de estudos temas como sexualidade, gênero, feminilidade, educação, luta antimanicomial e arte.
O gosto pela palavra - e o que é possível narrar através dela - aliado à curiosidade genuína em ouvir histórias, sem restrições morais, são os pilares que sustentam minha prática clínica. Ao acompanhar vidas que surgem, renúncias - a dor e o prazer que viver desperta -, o psicólogo/analista aposta no surgimento de um novo sujeito, ato que só é possível dentro de uma relação segura, confortável e de cuidado.
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