
Todo mês de setembro os feeds se enchem de laços amarelos e frases de efeito. Mas falar sobre saúde mental de verdade é outra coisa: é olhar para o que a gente costuma varrer para debaixo do tapete no dia a dia.
Como psicóloga, recebo no consultório — mesmo que online — histórias muito parecidas: pessoas que funcionam bem por fora e estão exaustas por dentro. Que dão conta de tudo, de todo mundo, e não sobra espaço para perguntar a si mesmas "e eu, como estou?". O Setembro Amarelo existe para lembrar que essa pergunta precisa ser feita antes que a exaustão vire um ponto de ruptura, não depois.Prevenção não é um cartaz uma vez por ano. É uma prática diária de perceber os próprios sinais, de ter coragem para nomear o que dói e de saber que pedir ajuda é, sim, um gesto de força.
Sinais que costumam passar despercebidos
Sofrimento emocional raramente chega gritando. Na maioria das vezes, ele se instala aos poucos, disfarçado de rotina corrida. Vale prestar atenção quando você (ou alguém próximo) começa a apresentar:Um cansaço que o sono não resolve, mesmo dormindo o suficiente
- Irritabilidade ou choro sem uma causa clara e imediata
- A sensação de estar no piloto automático, fazendo tudo por obrigação
- Afastamento de pessoas e atividades que antes traziam prazer
- Dificuldade de concentração e memória que antes não existia
- Mudanças bruscas de apetite, sono ou energia
Nenhum desses sinais, isolado, é motivo de alarme. Mas quando se acumulam e persistem, merecem — no mínimo — uma conversa com alguém preparado para escutar.
Pausa para se perguntar
Se você chegou até aqui, talvez valha parar por um instante: há quanto tempo você não se pergunta como está, de verdade? O que dentro de você está pedindo atenção esta semana?
Pedir ajuda não é fraqueza, é coragem.
Um dos maiores obstáculos ao cuidado emocional ainda é a crença de que precisamos dar conta sozinhos. Que procurar terapia é para quando "a coisa já está grave demais". Na prática, é o contrário: quanto mais cedo abrimos espaço para olhar para o que sentimos, menos esse sentimento precisa crescer para ser ouvido.Terapia não é só para momentos de crise. É também — e principalmente — um espaço de autoconhecimento, onde você aprende a reconhecer seus próprios limites antes que o corpo e a mente precisem gritar por eles.
Vamos conversar?
Se este texto tocou em algo que você reconhece em você, saiba que existe espaço de escuta disponível, sem julgamento, no seu tempo.
Quem sou eu?

Ivana Machado Schena
CRP:

07/38688
Atendimento:
Presencial, Online
Olá. Me chamo Ivana, sou psicóloga clínica graduada pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) e atual pós-graduanda em Clínica Psicanalítica pela Universidade Franciscana (UFN). Oriento minha escuta através da psicanálise, tendo como ênfase de estudos temas como sexualidade, gênero, feminilidade, educação, luta antimanicomial e arte.
O gosto pela palavra - e o que é possível narrar através dela - aliado à curiosidade genuína em ouvir histórias, sem restrições morais, são os pilares que sustentam minha prática clínica. Ao acompanhar vidas que surgem, renúncias - a dor e o prazer que viver desperta -, o psicólogo/analista aposta no surgimento de um novo sujeito, ato que só é possível dentro de uma relação segura, confortável e de cuidado.
Valor da Sessão / Tempo de duração



