
Como o medo de decepcionar os outros pode afetar nossas escolhas e limites
Quando o medo de frustrar alguém começa a ocupar espaço demais, pode ser necessário perguntar: ainda existe espaço para você dentro das suas próprias escolhas?
Sep 8, 2026
Lucas Filipe Costa
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Quantas vezes você já fez algo não porque realmente queria, mas porque teve medo de decepcionar alguém?
Às vezes, esse medo aparece de maneira bastante sutil. Está naquele “sim” que você gostaria que fosse um “não”, na dificuldade de expressar uma opinião diferente, na escolha de um caminho que parece agradar mais aos outros ou até mesmo na sensação de que precisa estar sempre disponível.
Pode existir, por trás dessas escolhas, uma preocupação legítima com os vínculos. Afinal, as relações têm importância em nossa existência. Ser reconhecido, querido e aceito pode fazer parte daquilo que buscamos nas nossas relações.
Mas existe uma diferença entre considerar o outro e abandonar aquilo que você sente, deseja ou pensa para evitar qualquer possibilidade de frustração.
E talvez essa diferença nem sempre seja fácil de perceber.
O medo de decepcionar pode nos colocar diante de uma pergunta importante: o quanto das minhas escolhas tem relação com aquilo que realmente faz sentido para mim e o quanto tem relação com aquilo que imagino que esperam de mim?
Não se trata de defender que devemos fazer tudo o que queremos, independentemente das consequências ou das pessoas ao nosso redor. Viver também envolve responsabilidade, consideração e negociação com o outro.
A questão é outra: será que, na tentativa de preservar os vínculos, você tem deixado pouco espaço para existir dentro deles?
Talvez amadurecer também envolva descobrir que frustrar alguém nem sempre significa ferir essa pessoa. Às vezes, significa apenas sustentar uma escolha diferente, reconhecer um limite ou permitir que o outro encontre uma resposta que não seja exatamente aquela que esperava.
E isso pode provocar desconforto.
Nem toda escolha que é verdadeira para você será compreendida ou aprovada por todas as pessoas.
Talvez seja justamente aí que surja a possibilidade de uma relação mais honesta consigo e com quem está ao seu redor.
Quando você percebe que está escolhendo mais para não decepcionar do que porque realmente deseja, o que acontece dentro de você?
Quem sou eu?

Alexandre Diehl Ottmann
CRP:

38/239
Atendimento:
Online
Sou psicólogo, com atuação inspirada na Logoterapia e Análise Existencial. Ofereço um espaço de escuta acolhedora e sem julgamentos para pessoas que enfrentam ansiedade, crises existenciais, dificuldades nos relacionamentos, luto, transições de vida e sofrimento emocional. Acredito que, mesmo nos momentos mais difíceis, é possível encontrar novos caminhos, recursos internos e sentidos para a vida. Meu objetivo é ajudar você a compreender melhor sua história, fortalecer suas escolhas e construir uma vida mais autêntica e significativa.
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