
Emagrecimento não é só sobre peso: terapia é peça-chave no processo
Canetas emagrecedoras ajudam no apetite. Mas quem trata a raiz é o trabalho emocional
Mar 2, 2026
Tatiane Rodrigues Sola
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O uso das chamadas canetas emagrecedoras cresceu significativamente nos últimos anos. Medicamentos como semaglutida (Ozempic e Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro) têm sido amplamente prescritos no tratamento da obesidade.
Essas medicações pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1).
A tirzepatida, além de atuar no GLP-1, também é agonista do receptor de GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose).
Na prática, elas ajudam a:
- Aumentar a saciedade
- Reduzir o apetite
- Retardar o esvaziamento gástrico
- Diminuir a ingestão calórica
Os resultados clínicos são relevantes. Muitos pacientes apresentam perda de peso significativa.
Mas surge uma pergunta importante:
isso é suficiente para manter o emagrecimento?
Canetas emagrecedoras tratam a fome. A terapia trata o comportamento.
Os agonistas de GLP-1 atuam na regulação metabólica e na sinalização da saciedade.
No entanto, eles não tratam:
- Comer emocional
- Compulsão alimentar
- Ansiedade associada à comida
- Padrão “tudo ou nada”
- Autossabotagem
- Distorção de imagem corporal
- Crenças disfuncionais sobre peso e valor pessoal
Quando o tratamento medicamentoso é interrompido, é comum que parte do peso seja recuperada — especialmente se os fatores emocionais não foram trabalhados. Isso acontece porque o comportamento permanece o mesmo.
Obesidade é multifatorial: não é apenas uma questão de força de vontade
A obesidade é reconhecida como uma condição crônica e multifatorial. Ela envolve:
- Fatores metabólicos
- Componentes hormonais
- Aspectos psicológicos
- Ambiente alimentar
- Histórico de dietas restritivas
- Padrões de regulação emocional
Reduzir o tratamento apenas à supressão do apetite é olhar para apenas uma parte do problema.
Qual é o papel da terapia no processo de emagrecimento?
A psicoterapia — especialmente abordagens baseadas em evidências como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) — atua diretamente nos padrões que sustentam o ganho de peso e o efeito sanfona.
Durante o processo terapêutico, o paciente aprende a:
- Identificar gatilhos emocionais
- Diferenciar fome física de fome emocional
- Desenvolver regulação emocional
- Construir constância sem depender apenas de motivação
- Romper o ciclo restrição-compulsão
- Trabalhar autoestima e imagem corporal
- Estabelecer metas realistas e sustentáveis
Enquanto o medicamento reduz o impulso fisiológico, a terapia fortalece a capacidade de escolha.
Emagrecimento sustentável exige estrutura emocional
A associação entre tratamento médico e acompanhamento psicológico aumenta as chances de manutenção de resultados.
A diferença é clara:
- A medicação reduz o sintoma.
- A terapia modifica o padrão.
E é a mudança de padrão que sustenta o emagrecimento no longo prazo.
Terapia e canetas emagrecedoras: oposição ou complemento?
Não se trata de escolher um ou outro.
O tratamento ideal para obesidade pode envolver abordagem multidisciplinar: médico, nutricionista e psicólogo.
O problema não está na medicação — e sim na expectativa de que ela resolva questões emocionais profundas.
Saúde não é apenas número na balança.
É comportamento, equilíbrio emocional e qualidade de vida.
Conclusão: emagrecer é possível. Sustentar exige autoconhecimento.
Se o objetivo é apenas reduzir o peso rapidamente, a medicação pode ajudar.
Mas se o objetivo é manter resultados, reduzir compulsão alimentar e desenvolver uma relação saudável com a comida, o trabalho psicológico é fundamental.
O corpo pode responder ao medicamento.
Mas é a mente que sustenta a mudança.
Buscando emagrecimento com equilíbrio?
Se você utiliza ou pensa em utilizar canetas emagrecedoras e deseja fortalecer seu processo emocional, a terapia pode ser um diferencial importante para resultados duradouros.
Tratar a raiz é o que transforma o processo em construção — não apenas em perda de peso temporária.
Quem sou eu?

Larissa Sardi Fagiolo Montanher
CRP:

08/25068
Atendimento:
Online
Olá! Me chamo Larissa, sou psicóloga clínica, graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) desde 2017. Minha atuação é fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem que busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, promovendo o autoconhecimento e o desenvolvimento de estratégias para lidar com os desafios da vida.
Realizo atendimentos psicológicos a crianças e adultos, nas modalidades presencial e on-line, oferecendo um espaço de escuta, acolhimento e cuidado, respeitando a individualidade e as necessidades de cada pessoa.
Acredito que cada pessoa carrega consigo uma história única, com sentimentos, experiências e desafios que merecem ser acolhidos com carinho e respeito. Por isso, meu objetivo é oferecer um espaço seguro, leve e livre de julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para falar sobre o que sente e vivencia.
Na psicoterapia, caminhamos juntos em um processo de autoconhecimento, compreensão das emoções e desenvolvimento de recursos para lidar com as dificuldades do dia a dia. Cada etapa é conduzida com escuta sensível, empatia e respeito ao tempo e à individualidade de cada pessoa.
Você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser um espaço para se conhecer melhor, fortalecer-se emocionalmente e construir novas possibilidades para sua vida.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
40 minutos
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