
Quantas histórias cabem em cada olhar?
Um olhar enrugado não é apenas fruto do tempo: é o acúmulo de vidas, de escolhas, de silêncios e de risos que se repetiram tantas vezes que se tornaram marcas na pele. Cada ruga é uma narrativa que não precisa ser contada em palavras, porque já pulsa no rosto de quem viveu.
O Dia do Idoso nos lembra que envelhecer não é perder a juventude, mas ganhar profundidade. É como se cada ano acrescentasse uma nova camada de sentido à existência. Se os jovens correm para descobrir quem são, os idosos carregam nos ombros a serenidade de quem já caminhou por muitas estradas e sabe que a vida não se mede em velocidade, mas em presença.
Há uma beleza quase invisível no envelhecer. Uma beleza que não está no brilho imediato, mas na quietude que observa o mundo com paciência. O idoso não olha apenas para fora, olha para dentro — e vê aquilo que, muitas vezes, a pressa da juventude não deixa enxergar.
Quantas histórias cabem em um olhar cansado? Todas. Aquele amor que se perdeu no tempo, a despedida que doeu mais que qualquer ferida, o trabalho que sustentou gerações, a fé que não se quebrou mesmo nas noites mais escuras. Tudo está ali, guardado nos olhos.
O Dia do Idoso é, então, um convite: desacelerar para escutar. Escutar não apenas a voz, mas os silêncios carregados de memória. Não é sobre reverenciar a velhice como fim, mas como ápice de uma jornada humana — onde cada ruga é uma cicatriz de sabedoria, e cada olhar é um livro aberto que poucos têm paciência de ler.
Porque, no fundo, envelhecer é a arte de transformar o tempo em eternidade.
Se você acredita que envelhecer com saúde é importante, vem para terapia.
Eu posso te ouvir!!!
Com carinho, Helen :)





