
Durante a graduação, é comum que o estudante viva uma montanha-russa emocional. Entre provas, trabalhos, cobranças internas e expectativas sobre o futuro que ele está construindo, o corpo e a mente entram em um ritmo acelerado que muitas vezes ultrapassa os próprios limites.
Na pesquisa que realizei com universitários de diferentes idades e cursos, pude observar como o estresse está presente em praticamente todas as fases da vida acadêmica — tanto no início, quando tudo é novidade e adaptação, quanto no final, quando surgem as pressões sobre carreira e mercado de trabalho.
No começo do curso, o desafio é lidar com o novo: uma rotina mais intensa, a necessidade de autonomia e a busca por pertencimento em um ambiente desconhecido. Já nos semestres finais, o peso vem da responsabilidade e da autocobrança: “vou conseguir um bom emprego?”, “estou pronto para sair daqui?”, “e se eu não der conta?”.
É importante lembrar que o estresse não é apenas psicológico. Ele se manifesta também no corpo: sono irregular, fadiga, irritabilidade, lapsos de memória e dores físicas são sinais frequentes de que algo precisa ser olhado com mais atenção.
Cuidar da saúde mental não é sinal de fraqueza, é um ato de consciência. A jornada universitária é exigente, mas pode ser também um período de autoconhecimento e amadurecimento emocional, desde que o estudante aprenda a reconhecer seus limites e respeitar seu próprio tempo.
Por isso, o acompanhamento emocional durante a graduação é fundamental, buscar ajuda terapêutica pode ser um passo importante para retomar o equilíbrio.





