
Você já percebeu que algumas pessoas entram em relacionamentos acreditando ter encontrado alguém perfeito, mas, diante da primeira decepção, passam a enxergar esse mesmo parceiro como alguém completamente inadequado?
Essa mudança brusca na forma de perceber o outro não costuma acontecer porque a pessoa realmente mudou da noite para o dia. Muitas vezes, ela está relacionada a um padrão emocional conhecido como idealização e desvalorização.
Esse ciclo pode gerar intenso sofrimento, conflitos frequentes e dificuldades para construir vínculos saudáveis e duradouros.
O que é idealização?
A idealização acontece quando atribuímos ao outro características excessivamente positivas, ignorando limitações, defeitos ou comportamentos que não correspondem às nossas necessidades.
Nesse momento, o parceiro é visto como alguém capaz de suprir carências emocionais profundas, oferecer segurança absoluta e preencher vazios afetivos acumulados ao longo da vida.
A relação passa a ser sustentada por expectativas irreais.
Pequenos gestos podem ser interpretados como provas incontestáveis de amor, enquanto sinais de incompatibilidade costumam ser minimizados ou ignorados.
O que é desvalorização?
A desvalorização surge quando a realidade entra em conflito com a imagem idealizada.
Uma discordância, uma frustração, uma crítica ou até mesmo a percepção de que o outro possui limitações humanas pode desencadear sentimentos intensos de decepção.
Nesse momento, o parceiro deixa de ser visto por suas qualidades e passa a ser percebido apenas pelos defeitos.
A mesma pessoa que antes era considerada maravilhosa passa a ser vista como egoísta, indiferente ou insuficiente.
Esse movimento costuma provocar conflitos, afastamentos impulsivos e rupturas que poderiam ser evitadas caso houvesse uma compreensão mais equilibrada da relação.
Por que isso acontece?
A idealização e a desvalorização
geralmente estão associadas a dificuldades na regulação emocional, insegurança afetiva, medo de abandono e experiências relacionais dolorosas vividas ao longo da história de vida.
Quando existe um sofrimento emocional intenso, torna-se mais difícil sustentar uma visão integrada do outro.
A pessoa oscila entre extremos: tudo é muito bom ou tudo é muito ruim.
Tudo é amor ou tudo é rejeição.
Tudo é segurança ou tudo é abandono.
Entretanto, os relacionamentos saudáveis acontecem justamente no espaço entre esses extremos.
Como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) trabalha esse padrão?
Na DBT, aprendemos que duas coisas aparentemente opostas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.
Uma pessoa pode amar você e ainda assim cometer erros.
Pode ter qualidades importantes e também limitações.
Pode ser alguém significativo sem ser perfeita.
Esse pensamento, chamado de pensamento dialético, ajuda a reduzir a rigidez emocional e favorece relações mais estáveis.
Além disso, as habilidades de mindfulness auxiliam na observação dos fatos como eles são, sem interpretações automáticas baseadas no medo ou na emoção do momento.
As habilidades de regulação emocional ajudam a compreender sentimentos intensos antes que eles determinem comportamentos impulsivos.
Já as habilidades de efetividade interpessoal fortalecem a capacidade de comunicar necessidades, estabelecer limites e lidar com conflitos de forma mais saudável.
Reflexão Final
Relacionamentos saudáveis não são construídos pela ausência de defeitos, mas pela capacidade de enxergar o outro de forma realista.
Quando abandonamos a busca por pessoas perfeitas, abrimos espaço para vínculos mais genuínos, equilibrados e seguros.
Aprender a tolerar frustrações, reconhecer nuances e desenvolver uma visão mais integrada das relações é um passo importante para construir conexões mais saudáveis e menos dolorosas.
Se interessou pelo assunto? Me envia uma mensagem que te mando um exercício para te ajudar a mudar esse comportamento,
Quem sou eu?

Gabrielly Machado
CRP:

12/31537
Atendimento:
Online
Oii, como você está?
Meu nome é Gabrielly, tenho 26 anos e sou formada em Psicologia pela UFSC. Escolhi essa profissão porque, quando eu tinha 18 anos, passei por um período difícil, e uma psicóloga me acolheu. Desde então, sonho em ajudar outras pessoas da mesma forma.
Trabalho com a Terapia Analítico-Funcional (FAP), tenho experiência com adolescentes (incluindo em escola), com adultos, população LGBTQIA+, pessoas neurodivergentes, etc. Geralmente trabalho com questões relacionais (familiares, conjugais, etc) e ansiedade/depressão.
Eu sei que falar sobre o que machuca não é fácil, mas também sei o quão importante isso é. Por isso, quero que a terapia seja um espaço seguro e acolhedor, onde você possa ser você mesmo, e eu também serei eu mesma. Apenas em nossas autenticidades, podemos construir uma relação verdadeiramente significativa e transformadora. Juntos, podemos analisar os padrões em sua vida e transformá-los.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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