
Existe um momento na vida em que a gente percebe que não dá mais para adiar quem somos.
Não dá mais para viver apenas como resposta ao outro. Não dá mais para caber em expectativas que nunca foram nossas e nem sustentar versões que nos afastam de nós mesmos.
E é nesse ponto — muitas vezes desconfortável, às vezes solitário — que a frase de Clarice ganha corpo: “Já que sou, o jeito é ser.”
Ser, aqui, não é algo leve ou automático. Ser exige coragem.
Coragem para olhar para dentro e reconhecer aquilo que evitamos.
Coragem para sustentar escolhas que nem sempre serão compreendidas.
Coragem para abandonar papéis que já não fazem sentido.
Na clínica, esse movimento aparece com frequência.
Pessoas chegam tentando “ajustar” sintomas — ansiedade, angústia, vazio — mas, ao longo do processo, descobrem que o sofrimento muitas vezes nasce do distanciamento de si mesmas.
Ser quem se é não elimina a dor da existência. Mas reduz o sofrimento de viver uma vida que não é sua.
Existe um custo em ser. Mas também existe um custo, talvez maior, em não ser.
No meio disso tudo, há uma escolha silenciosa que fazemos todos os dias: continuar se escondendo… ou, aos poucos, começar a se sustentar.
Talvez você ainda não saiba exatamente quem é.
E tudo bem.
Mas talvez hoje já seja possível dar um pequeno passo na direção de si.
Porque, no fim, não há outro caminho: já que somos… o jeito é ser.
@gabimercado.psi
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Gabriella Goncalves
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Olá! Sou a Gabi psicóloga.
Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta e acolhimento, auxiliando você a compreender seus pensamentos, emoções e comportamentos, além de desenvolver estratégias para lidar com os desafios do cotidiano.
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