
Antes de amar alguém, somos tocados pelo amor do outro. Nascemos dependentes do olhar, da voz e do desejo de um outro. É nessa trama que nos tornamos pessoas capazes de desejar e amar o outro. Talvez por isso o amor ocupe um lugar tão central em nossas vidas. Ele nos coloca em uma posição de vulnerabilidade que é fundamental para se estabelecer o vínculo amoroso. O amor toca algo de nossas primeiras experiências de cuidado e reconhecimento.
Nos dias de hoje, porém, o amor parece também estar submetido à mesma lógica que organiza o consumo. Esperamos que o outro satisfaça nossas necessidades, elimine a solidão, confirme nossa autoestima, preencha nossa "check list" ideal, ou seja, nos complete. Não que o amor não possa ter também essa dimensão fantasiona, romântica, mas isso é só uma pequena parte dele e a menos importante. Então, quando isso falha, e vai falhar inevitavelmente, muitas relações são descartadas em busca de uma nova promessa de que outra pessoa irá preencher estes requisitos, nos completar.
A psicanálise não entende o amor como uma fusão de duas metades e muito menos o encontro de duas pessoas completas, plenas e auto suficientes. Mas como um encontro entre duas pessoas marcadas por uma falta, uma incompletude e uma vulnerabilidade inerente à condição humana. Amar é aceitar que existe algo no outro que me escapa, que não me diz respeito e que é radicalmente diferente e, ainda assim, desejar permanecer em relação.
Quem sou eu?

Romildo Santos da Mota
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Meu objetivo é oferecer um espaço de escuta, acolhedora, ética e empática na qual cada pessoa possa compreender suas emoções, desenvolver recursos para lidar com os desafios da vida e promover seu bem estar emocional. Atuo com demandas relacionadas á ansiedade, depressão, dificuldades nos relacionamentos interpessoais e conjugais, autoestima e questões emocionais que impactam a qualidade de vida.
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