
Ele continua vivendo dentro da gente, até que possa ser elaborado.
Em nossa cultura é comum escutarmos que devemos , “seguir em frente”, a não olhar muito para a dor, a fingir que já passou. Mas o luto afetivo não desaparece só porque você decidiu continuar.
Toda história que não foi chorada, sentida e dita… procura outro caminho para aparecer. Na dificuldade de confiar de novo, na escolha repetida de relações parecidas, na ansiedade quando alguém se aproxima demais.
A visão da Psicanálise
A psicanálise acredita que o luto precisa de tempo, palavra e espaço. Não para apagar o que aconteceu, mas para dar nome ao que ficou dentro de nós.
O sofrimento que não encontra palavras se expressa no corpo, nos vínculos e até nas decisões que tomamos sem entender o porquê.
Elaborar o luto é libertar-se. É transformar ausência em compreensão. É reconhecer o que doeu, o que marcou, e o que ainda precisa ser cuidado.
Falar é abrir espaço para existir.
O que dentro de você ainda precisa ser escutado?





