
Mais de sessenta duelos, nenhuma derrota. E ainda assim, aos cinquenta anos o lendário samurai Miyamoto Musashi se recolheu numa caverna para esfcrever um livro que começa admitindo que ele nunca teve um mestre de verdade, somente a lâmina, os erros e o tempo. Isso já diz algo que a psicologia moderna levaria muito tempo para formalizar em palavras acadêmicas: excelência não nasce de talento, nasce de insistencia repetida com a realidade. Quando ele escreve que "hoje é vitória sobre o eu de ontem", não está fazendo poesia motivacional de para-choque de carro. Ele está descrevendo, com quatrocentos anos de antecedência, o que Ericsson chamaria de prática deliberada, a diferença brutal entre repetir um movimento mil vezes e repetir um movimento mil vezes prestando atenção no que dói, no que falha, no que ainda não serve.
O que incomoda em Musashi, é por isso que ele continua sendo lido, é a recusa em se apegar a um único estilo. Ele lutava com duas espadas quando todo mundo lutava com uma. Não por capricho estético, mas porque entendia algo que hoje chamamos de flexibilidade cognitiva: quem se casa com um único método morre com ele. Tem gente que passa a vida inteira defendendo a própria forma de pensar como se fosse identidade, não ferramenta. Musashi tratava técnica como roupa, não como pele. Trocava quando o contexto exigia. Essa é uma lição desconfortável para qualquer um que já discutiu na internet defendendo uma opinião que já sabia estar furada.
Tem um trecho que ele diz para observar o inimigo "como se estivesse longe, mesmo estando perto", e essa frase, tirada do contexto do combate, é praticamente um manual de regulação emocional. Distância psicológica diante da própria ansiedade, do próprio medo, da própria raiva. Não suprimir a emoção, mas não deixar ela controlar a espada. Quantos de nós já perdemos uma discussão, uma decisão, uma oportunidade, porque reagimos de perto quando devíamos ter olhado de longe? Musashi não estava ensinando esgrima. Estava ensinando metacognição antes de esse termo existir.
E o que fica, no fim, não é a espada. É a ideia de que autodesenvolvimento não é destino, é habíto de atenção. Musashi nunca disse "cheguei!", ele morreu ainda escrevendo, ainda corrigindo, ainda desconfiando das próprias certezas. Isso é o oposto de tudo que o discurso de ajuda contemporaneo vende, não existe platô, não existe "versão final de você". Existe só a pergunta que ele fazia todos os dias: isso que estou fazendo agora é a versão mais honesta e mais afiada de mim? Se a resposta for não, ainda há treino pela frente.
Quem sou eu?

Andre Nunes Matias
CRP:

06/116767
Atendimento:
Online
Formações principais:
Psicólogo, USP.
Acupunturista, pós graduado pelo CEATA.
Aromaterapeuta com foco em saúde mental, pelo Grupo Essence.
Experiência profissional:
- mais de doze anos de experiência como psicólogo clínico.
Lugares que já trabalhei:
- Ong Sempre Amigos.
- Fundação Casa.
- Caps Infanto Juvenil e Álcool e Drogas Infanto Juvenil de São Bernardo.
- D C reabilitação.
- Centro Paula Souza ( professor de psicologia para matérias de cursos técnicos)
- Secretaria de saúde da prefeitura de Angra dos Reis.
- Clínica Lumini.
- Consultório particular em São Paulo, capital.
Proposta terapêutica: escuta e ampliação de consciência. Nosso foco será trabalhar seus pensamentos, emoções e comportamentos em busca da superação das dificuldades que você enfrenta.
Tempo de sessão: 40 minutos.
Atendo de segunda a sábado ( tarde e noite).
Forma de trabalho: atendimento individual.
Se quiser entrar na minha agenda será muito bem vindo (a) (e).
Observação: não atendo queixas relacionadas a tentativa de suicídio e ideação suicida no momento atual de vida, como são questões que eu não consigo lidar tão bem, prefiro não atender, para que a pessoa vivendo esse momento delicado possa ser atendida por algum profissional que possa dar o suporte adequado.
Qualquer dúvida é só me enviar uma mensagem pelo WhatsApp ; )
" A vida, no que tem de melhor, é um processo que flui, que se altera e onde nada está fixado. "
Carl Rogers
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