
José Saramago tem uma famosa citação que diz: "É preciso sair da ilha para vermos a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós." Não há águas tranquilas ou superfície reflexiva o suficiente que seja espelho para que você veja quem é. Quando se para pra pensar sobre, o único lugar em que você pode se ver — é o outro.
Não digo isso apenas pelas projeções que fazemos e acabamos por ver ali algo que geralmente não está bem resolvido em nós. Mas certamente, se você prestar atenção o suficiente, o outro te conta cotidianamente quem você é. O modo como a pessoa age contigo é resposta direta de suas ações. Porém, é bom esclarecer que não é uma imagem cristalina que se reflete, mas é manchada pelas interferências do outro e do mundo, ainda assim, melhor espelho não há.
No entanto, ao mergulharmos no mundo para sabermos quem somos é necessário que saiba escolher aquelas pessoas que te serão espelhos. Assim como num labirinto que é fácil se perder nas diversas imagens que surgem, é fácil se deixar levar pelo ímpeto de agradar a todos numa busca pela melhor visão de si.
Você perde sua própria referência.
Porém, se houver o devido cuidado, conforme você pincela em sua mente o seu autorretrato a partir das pinturas que os outros fazem de ti, poderá apreciar o jogo de luz e sombra que te fazem tão humano quanto é.
Quem sou eu?

Viviane dos Santos Cavalari
CRP:

06/224932
Atendimento:
Online
Sou psicóloga de orientação analítica (junguiana) e dedico minha escuta a acompanhar pessoas em suas jornadas de redescoberta, transformação e reencontro consigo mesmas.
Entendo a terapia não como um lugar de julgamentos ou de fórmulas prontas, mas como um espaço seguro de travessia. Na perspectiva junguiana, não olhamos para a sua dor, ansiedade, crises ou angústias apenas como sintomas a serem eliminados a qualquer custo — mas como convites do seu inconsciente para olhar para aquilo que precisa de atenção, cuidado e integração.
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