
Qual foi a última vez que você parou para sentir antes de reagir?
Vivemos em um tempo de respostas rápidas. Tudo parece exigir reação imediata: uma mensagem, uma crítica, um olhar atravessado, uma notícia inesperada. Reagimos quase automaticamente, como se algo dentro de nós apertasse um botão invisível. Mas a pergunta permanece: quando foi a última vez que você realmente parou para sentir antes de reagir?
Na perspectiva da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, grande parte das nossas reações não nasce apenas do momento presente. Muitas vezes, aquilo que sentimos é ativado por conteúdos inconscientes que carregamos ao longo da vida. São experiências, memórias emocionais e conflitos internos que formam aquilo que Jung chamou de complexos. Quando um complexo é ativado, ele pode tomar conta da nossa consciência por alguns instantes, fazendo com que reagamos de forma intensa, desproporcional ou até mesmo incompreensível para nós mesmos.
É como se, naquele momento, algo nos engolisse por dentro. Uma palavra ou situação aparentemente simples pode despertar sentimentos profundos de rejeição, abandono, medo ou raiva. Nessas horas, não é apenas o presente que está falando — é o passado emocional que ganha voz. O complexo, então, assume o controle da reação, e muitas vezes só percebemos isso depois, quando a emoção já passou.
Por isso, o ato de parar para sentir antes de reagir é também um exercício de consciência. É um pequeno espaço interno que criamos entre o estímulo e a resposta. Nesse intervalo, temos a oportunidade de nos perguntar: o que realmente estou sentindo? Essa emoção pertence apenas a este momento ou toca algo mais profundo dentro de mim? Esse gesto simples pode transformar reações impulsivas em possibilidades de autoconhecimento.
Talvez o verdadeiro amadurecimento emocional não esteja em nunca se sentir tomado por emoções intensas — afinal, isso faz parte da experiência humana —, mas em aprender a reconhecer quando um complexo está falando por nós. Quando conseguimos perceber isso, abrimos caminho para uma relação mais consciente com nós mesmos.
No fim das contas, parar para sentir antes de reagir é mais do que um exercício de autocontrole. É um convite silencioso para mergulhar no próprio mundo interior — e, quem sabe, transformar aquilo que antes nos dominava em algo que agora podemos compreender.
Quem sou eu?

Larissa Sardi Fagiolo Montanher
CRP:

08/25068
Atendimento:
Online
Olá! Me chamo Larissa, sou psicóloga clínica, graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) desde 2017. Minha atuação é fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem que busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, promovendo o autoconhecimento e o desenvolvimento de estratégias para lidar com os desafios da vida.
Realizo atendimentos psicológicos a crianças e adultos, nas modalidades presencial e on-line, oferecendo um espaço de escuta, acolhimento e cuidado, respeitando a individualidade e as necessidades de cada pessoa.
Acredito que cada pessoa carrega consigo uma história única, com sentimentos, experiências e desafios que merecem ser acolhidos com carinho e respeito. Por isso, meu objetivo é oferecer um espaço seguro, leve e livre de julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para falar sobre o que sente e vivencia.
Na psicoterapia, caminhamos juntos em um processo de autoconhecimento, compreensão das emoções e desenvolvimento de recursos para lidar com as dificuldades do dia a dia. Cada etapa é conduzida com escuta sensível, empatia e respeito ao tempo e à individualidade de cada pessoa.
Você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser um espaço para se conhecer melhor, fortalecer-se emocionalmente e construir novas possibilidades para sua vida.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
40 minutos
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