
Tem gente que organiza a vida inteira para não sentir desconforto. Evita conversas difíceis, adia decisões, mantém relações mornas, escolhe caminhos mais seguros, não porque fazem sentido, mas porque parecem menos arriscados. No dia a dia, isso até funciona. Dá uma sensação de controle, de estabilidade. Mas, aos poucos, algo começa a ficar estranho.
A vida vai ficando previsível demais. Sem conflito, mas também sem muito envolvimento. A pessoa cumpre o que precisa, resolve o que aparece, mantém tudo sob controle. Só que, em algum momento, surge uma sensação difícil de explicar. Um vazio, um tédio, como se estivesse tudo “certo”, mas sem vida.
Evitar problemas pode parecer maturidade, mas muitas vezes é só medo bem organizado. Medo de errar, de se expor, de lidar com rejeição, de não dar conta. Então a pessoa vai ajustando a rota para não encostar nesses pontos. O problema é que, ao fazer isso, também evita aquilo que dá sentido: escolhas mais autênticas, relações mais profundas, experiências que mexem de verdade.
Um exemplo simples. Alguém que evita se posicionar no trabalho para não gerar conflito pode até manter a paz no curto prazo. Mas, com o tempo, começa a se sentir desvalorizado, invisível, frustrado. Ou alguém que evita se envolver emocionalmente para não sofrer pode até se proteger da dor, mas também se afasta de qualquer chance real de vínculo.
Viver envolve risco. Envolve desconforto, incerteza, momentos em que não há garantia de que vai dar certo. Evitar tudo isso pode até proteger por um tempo, mas também limita o quanto a vida pode ser experimentada.
Talvez a pergunta não seja se você está seguro.
Mas se, dentro dessa segurança, ainda existe espaço para se sentir vivo.
Quem sou eu?

Julia Vedovatto Orlando
CRP:

06/230791
Atendimento:
Online
Prazer, sou Julia.
Trabalho direcionada com adolescentes, adultos e idosos, nos formatos presencial, em Bauru, e on-line.
A terapia pode ser um espaço para compreender melhor a si mesmo, perceber padrões e construir novas formas de lidar com aquilo que faz parte da sua vida. Parte do nosso trabalho juntos é compreender suas necessidades e, a partir delas, construir um plano terapêutico que faça sentido para você.
Uso a ACT como base: uma abordagem comportamental, que não busca eliminar o que você sente, mas ampliar sua capacidade de lidar com isso sem que pensamentos e emoções ditem suas escolhas.
Meu trabalho é diretivo e comprometido com um processo que faça sentido na prática, porque a terapia precisa fazer sentido também fora do consultório, com foco no desenvolvimento da sua autonomia.
Valor da Sessão / Tempo de duração



