
Na psicanálise, o amor de transferência é quando o paciente sente que se apaixona pelo analista, mas esse amor não é “real” no sentido comum. Para Lacan, trata-se de uma projeção do desejo: o sujeito ama no outro aquilo que acredita que falta nele mesmo.
O analista ocupa o lugar de “sujeito suposto saber”, alguém que parece ter respostas para o seu sofrimento. Por isso, o amor surge como tentativa de se completar através desse outro. Lacan diz que “amar é dar o que não se tem a alguém que não é”, mostrando como o amor revela nossa própria falta.
Na clínica, o amor de transferência não deve ser correspondido, mas analisado. É uma forma de analisar o inconsciente e compreender o desejo do sujeito.
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