
Cleptomania: entendendo o transtorno e suas implicações
Cleptomania: entendendo o transtorno e suas implicações
24 jun 2026
Marketing - Terappia
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- • Cleptomania é um transtorno do controle dos impulsos, caracterizado por roubar objetos sem valor financeiro ou uso pessoal.
• A psicoterapia, especialmente a TCC, é fundamental para ajudar no reconhecimento de gatilhos e no controle dos impulsos compulsivos.
• Sinais incluem impulsos recorrentes, tensão antes do furto e alívio após o ato, muitas vezes com vergonha e tentativa de esconder os comportamentos.
• A cleptomania costuma estar ligada a outros transtornos como ansiedade e depressão, dificultando o diagnóstico e requerendo tratamento integrado.

Cleptomania: entendendo o transtorno e suas implicações
A cleptomania é um transtorno pouco compreendido que gera muitas dúvidas e preconceitos na população. Muitas pessoas confundem o comportamento de furto compulsivo com simples atos de desonestidade ou criminalidade, o que dificulta o acolhimento e o tratamento adequados. É comum questionar por que alguém sente uma necessidade irresistível de roubar objetos que nem sempre têm valor financeiro ou utilidade. Além disso, a relação entre cleptomania e outras questões emocionais ou psicológicas é pouco explorada, deixando familiares e afetados sem orientação clara. Este artigo busca esclarecer o que é a cleptomania, como ela se manifesta e de que forma a psicoterapia pode ajudar no enfrentamento desse transtorno.
O que é cleptomania?
A cleptomania é um transtorno do controle dos impulsos caracterizado pela incapacidade recorrente de resistir ao impulso de roubar objetos que não são necessários para uso pessoal ou valor monetário. Trata-se de um comportamento compulsivo que provoca angústia significativa e pode afetar a vida social e emocional do indivíduo. A cleptomania não está ligada a motivações financeiras ou a atos criminosos convencionais, mas sim a uma necessidade psicológica intensa e difícil de controlar.
Esse transtorno é classificado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) como uma condição distinta, envolvendo episódios repetidos de furto acompanhados de tensão antes do ato e alívio ou prazer após o comportamento. A cleptomania pode estar associada a outros transtornos, como ansiedade, depressão e transtornos do humor, o que torna seu diagnóstico e tratamento mais complexos. Apesar de ser raro, estima-se que afete cerca de 0,3% a 0,6% da população, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Como a psicoterapia atua no tratamento da cleptomania?
A psicoterapia é uma abordagem fundamental para ajudar indivíduos com cleptomania a compreenderem e controlarem seus impulsos de forma mais saudável. Por meio de técnicas específicas, o terapeuta auxilia no reconhecimento dos gatilhos emocionais que levam ao comportamento compulsivo e na construção de estratégias para lidar com esses momentos de forma consciente e segura. A terapia também promove a melhora da autoestima e do autoconhecimento, fatores importantes para a prevenção de recaídas.
Durante o processo terapêutico, é comum trabalhar aspectos como o manejo do estresse, a regulação emocional e o desenvolvimento de habilidades para enfrentar situações de risco. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens mais utilizadas para o tratamento da cleptomania, pois foca na modificação de pensamentos e comportamentos disfuncionais. Além disso, a psicoterapia pode ajudar a identificar e tratar possíveis comorbidades, como ansiedade e depressão, que frequentemente acompanham o transtorno.
Quais são os sinais que indicam a presença da cleptomania?
Os sinais da cleptomania incluem impulsos recorrentes e incontroláveis de roubar objetos que geralmente não são necessários ou têm pouco valor. A pessoa sente uma crescente tensão antes do ato e experimenta alívio ou prazer logo após o furto. Esses comportamentos acontecem repetidamente, mesmo quando há consciência das consequências negativas, como problemas legais ou conflitos pessoais. A cleptomania também pode se manifestar pela vergonha, culpa e tentativas frustradas de resistir ao impulso.
É importante destacar que o furto compulsivo não tem relação com intenção criminosa comum, e sim com uma necessidade psicológica difícil de controlar. Muitas vezes, quem sofre com o transtorno tenta esconder seus atos por medo do julgamento ou punição. Identificar esses sinais precocemente pode facilitar o acesso a um tratamento adequado e evitar agravamento do quadro.
Existe alguma relação entre cleptomania e outros transtornos mentais?
A cleptomania frequentemente está associada a outros transtornos mentais, como ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtornos do humor. Essa comorbidade pode dificultar o diagnóstico, já que os sintomas podem se sobrepor ou influenciar uns aos outros. Por exemplo, a presença de ansiedade pode aumentar o impulso para o furto, enquanto a depressão pode agravar sentimentos de culpa e isolamento.
Segundo estudos publicados em revistas científicas especializadas, compreender essas relações é essencial para um tratamento mais eficaz, pois o manejo das condições associadas pode contribuir para a redução dos episódios de cleptomania. Psicólogos especializados costumam avaliar o quadro clínico de forma integrada, buscando identificar todas as demandas do paciente para oferecer um acompanhamento mais completo.
Como lidar com a cleptomania no convívio familiar e social?
Lidar com a cleptomania na família e no convívio social exige compreensão e apoio, evitando julgamentos e estigmatizações que podem agravar o sofrimento do indivíduo. O comportamento impulsivo pode gerar conflitos, desconfiança e isolamento, mas o acolhimento é fundamental para que a pessoa se sinta segura para buscar ajuda. Informar-se sobre o transtorno e suas características ajuda a diminuir o preconceito e a fortalecer as relações afetivas.
Além disso, é importante incentivar o acompanhamento psicológico e acompanhar o processo terapêutico, promovendo um ambiente positivo e acolhedor. A paciência e o diálogo aberto são ferramentas essenciais para ajudar quem enfrenta a cleptomania a superar as dificuldades e melhorar sua qualidade de vida.
De acordo com o CEO do Terappia, Alex Baptista: "Entender a cleptomania como um transtorno e não como um comportamento criminoso é um passo fundamental para a construção de um suporte efetivo, que respeite a complexidade das emoções envolvidas e promova a superação dos desafios enfrentados."
Conclusão
A cleptomania é um transtorno que impacta profundamente a saúde mental e o bem-estar emocional de quem sofre com ele, exigindo atenção e cuidado adequados. Compreender suas características e buscar apoio profissional são passos essenciais para lidar de forma saudável com os impulsos compulsivos. O acompanhamento psicológico, especialmente por meio da psicoterapia, pode oferecer ferramentas valiosas para o autoconhecimento e a regulação dos comportamentos.
O Terappia é uma plataforma feita por profissionais que compreendem as suas questões e poderão lhe proporcionar o acolhimento que você está precisando agora. Se você sente que precisa de apoio, buscar ajuda profissional é um passo importante — e não um sinal de fraqueza.
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Quem sou eu?

Gabrielly Machado
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Oii, como você está?
Meu nome é Gabrielly, tenho 26 anos e sou formada em Psicologia pela UFSC. Escolhi essa profissão porque, quando eu tinha 18 anos, passei por um período difícil, e uma psicóloga me acolheu. Desde então, sonho em ajudar outras pessoas da mesma forma.
Trabalho com a Terapia Analítico-Funcional (FAP), tenho experiência com adolescentes (incluindo em escola), com adultos, população LGBTQIA+, pessoas neurodivergentes, etc. Geralmente trabalho com questões relacionais (familiares, conjugais, etc) e ansiedade/depressão.
Eu sei que falar sobre o que machuca não é fácil, mas também sei o quão importante isso é. Por isso, quero que a terapia seja um espaço seguro e acolhedor, onde você possa ser você mesmo, e eu também serei eu mesma. Apenas em nossas autenticidades, podemos construir uma relação verdadeiramente significativa e transformadora. Juntos, podemos analisar os padrões em sua vida e transformá-los.
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