
A imagem é simples, mas visceral: uma criança no centro de uma gangorra, equilibrando, com esforço hercúleo, o pai em uma extremidade e a mãe na outra. Essa cena nos convida a uma reflexão sobre a ordem das relações: quão forte é aquele que pode, simplesmente, ocupar o seu devido lugar na família.
Quando um filho pode ser apenas filho, e os pais sustentam seus próprios lugares como adultos, a vida flui. A família é a cena onde se desenrola a primeira trama relacional das nossas vidas, e sobre a qual iremos tecer todos os demais encontros da nossa vida.
No entanto, quando essa trama é tecida com inversões de papéis, o caminho torna-se íngreme, torto, esburacado e cheio de nós.
Colocar sobre os ombros de uma criança (ou de um filho adulto) o dever de validar, mediar ou "curar" seus pais é um fardo invisível que gera exaustão.
Para pais e mães, o exercício da parentalidade é, inevitavelmente, um encontro com a própria história. Somos atravessados, consciente ou inconscientemente, pela dinâmica da nossa família de origem. Nesse movimento, muitos tentam repetir aquilo que foi bom e familiar, ou reparar as dores do próprio passado buscando o oposto.
Para o filho que se posiciona no centro dessa gangorra, o custo é a sua própria espontaneidade. Quando uma criança precisa gerenciar o humor, os conflitos ou a carência dos pais, ela abre mão de ser cuidada para cuidar.
O filho que "equilibra" os pais cresce acreditando que o amor é sinônimo de utilidade. Ele aprende a ler as entrelinhas e a antecipar tempestades, mas muitas vezes esquece como sentir as próprias necessidades.
O amadurecimento real acontece quando conseguimos olhar para essa gangorra e compreender que não somos os responsáveis pelo equilíbrio dos nossos pais. Libertar os filhos dessa função é o maior ato de amor que um pai ou uma mãe pode exercer. E, para o filho, aceitar que o lugar de "pequeno" diante dos pais é, na verdade, o lugar de maior força e liberdade.
Quem sou eu?

Gustavo Fabbri de Deus Vieira
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Olá! Sou Gustavo Fabbri, psicólogo clínico, e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Uma abordagem baseada em evidências científicas que busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos.
Meu objetivo é oferecer um acompanhamento ético, individualizado e sem julgamentos, pautado na escuta, no acolhimento e na construção de uma relação terapêutica de confiança, respeitando a história, o tempo e as necessidades de cada pessoa.
Durante o acompanhamento, procuro compreender as particularidades de cada indivíduo, trabalhando de forma colaborativa na identificação de padrões de pensamentos e comportamentos que possam estar relacionados ao seu sofrimento. A partir disso, desenvolvemos estratégias e habilidades que favoreçam mudanças significativas, promovendo maior equilíbrio emocional, autonomia e qualidade de vida.
A psicoterapia é uma oportunidade de desenvolver o autoconhecimento, fortalecer a autoestima, aprender a lidar melhor com as emoções, superar dificuldades e construir relacionamento mais saudáveis.
Se sente que este é o momento de olhar com mais atenção para você, será um prazer te acompanhar nesse processo. Que tal dar esse passo?
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 80,00
/
50 minutos
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