
Nem tudo o que nos atinge nos pertence. Muitas vezes, o comportamento do outro fala mais sobre as dores, limites e conflitos internos dele do que sobre quem somos. Ainda assim, carregamos como se fosse nosso. Nos culpamos, nos questionamos, revisamos cada palavra dita… e, mesmo assim, continuamos presos ao peso que não deveríamos sustentar.
Quando tudo vira responsabilidade nossa, perdemos a clareza. A ansiedade cresce, a autocrítica se intensifica e começamos a acreditar que precisamos ser melhores, fazer mais, agradar mais. Mas maturidade emocional também é reconhecer o que é seu e o que é do outro. Nem toda rejeição é fracasso. Nem toda crítica é verdade. Nem todo silêncio é culpa sua.
Aprender a não levar para si o que não lhe pertence é um ato de autocuidado. É escolher preservar sua saúde mental, seus limites e sua essência. Você pode refletir, crescer e ajustar o que for necessário — mas sem assumir fardos que não são seus. Libertar-se disso não é indiferença, é consciência. E consciência é liberdade.





