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O amor acabou?

Idealização X Realidade

12 jun 2026

Marcos Vinicius Soares dos Santos

00:00 / 01:04
Psicologia

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O amor acabou? Ou será que mudamos a forma como nos relacionamos?

Uma pergunta que surge com frequência é: por que os relacionamentos parecem durar menos hoje?

Enquanto profissional da saúde e observador dos fenômenos sociais, percebo pelo menos dois fatores importantes nesse cenário: a idealização dos relacionamentos nas redes sociais e as transformações sociais decorrentes da crescente autonomia feminina.

Com o advento das redes sociais, passamos a consumir diariamente recortes cuidadosamente selecionados da vida das pessoas. Vemos viagens, declarações, presentes, demonstrações de afeto e momentos felizes. Raramente vemos os conflitos, as frustrações, as inseguranças e as dificuldades que fazem parte de qualquer relação humana.

As redes sociais não necessariamente criam problemas nos relacionamentos, mas ampliam a exposição a modelos idealizados de amor, favorecendo comparações constantes entre a realidade vivida e uma versão cuidadosamente editada da vida dos outros. A partir disso, muitas pessoas passam a acreditar que um relacionamento saudável é aquele em que não existem conflitos, falhas ou momentos difíceis.

Muitas vezes buscamos um parceiro ou parceira idealizado, mas nos esquecemos de refletir sobre uma questão igualmente importante: estamos dispostos a oferecer aquilo que esperamos receber?

Relacionamentos saudáveis não são construídos por pessoas perfeitas. São construídos por pessoas que aprendem a lidar com diferenças, falhas, conflitos e frustrações.

Outro aspecto fundamental é a crescente autonomia das mulheres. Durante muito tempo, o casamento e a maternidade eram apresentados como os principais projetos de vida femininos. Além disso, para muitas mulheres, o casamento representava também uma necessidade econômica e uma das poucas formas de alcançar estabilidade social.

Hoje, felizmente, as mulheres possuem mais oportunidades de desenvolvimento profissional, independência financeira e acesso à educação. Isso permitiu que a permanência em um relacionamento dependesse cada vez mais da qualidade do vínculo e menos da necessidade material de mantê-lo.

Paralelamente, o divórcio deixou de carregar parte do estigma social que possuía em gerações anteriores. Isso não significa necessariamente que o amor acabou. Pode significar que as pessoas estão mais livres para encerrar relações marcadas por sofrimento, desrespeito, incompatibilidades ou violência.

A maior autonomia feminina também elevou o nível de exigência em relação aos relacionamentos. Com razão, muitas mulheres já não toleram comportamentos que durante décadas foram naturalizados pela cultura patriarcal.

No entanto, ainda observamos os impactos dessa estrutura cultural. Em alguns casos, a dificuldade em aceitar a autonomia e o poder de decisão das mulheres pode se manifestar por meio de comportamentos controladores, perseguições e violência, evidenciando a permanência de padrões que associam amor à posse e não ao respeito pela individualidade do outro.

Talvez o amor não tenha acabado. Talvez estejamos vivendo uma transformação nas formas de amar, de escolher parceiros e de compreender o que é um relacionamento saudável.

A questão não é se o amor morreu.

A questão é: estamos preparados para nos relacionar com pessoas reais em um mundo que vende relações perfeitas?

 

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