
Em meio à correria, às exigências e aos silêncios que ninguém escuta, ela vai ficando para depois. Como se fosse detalhe. Como se pudesse esperar. Mas a mente sobrecarregada cobra e cobra caro.
Há crianças pedindo socorro em comportamentos que muitos chamam de “birra”, mas que, na verdade, são pedidos de ajuda. Há adultos esmagados pela exaustão das cobranças constantes, tentando dar conta de tudo enquanto se sentem cada vez mais vazios por dentro. E há mulheres presas na dor da dependência emocional, confundindo amor com medo de ficar sozinha.
O que estamos normalizando? O cansaço extremo virou rotina. A ansiedade virou “personalidade”. O sofrimento virou fraqueza. Estamos aprendendo a funcionar, mas desaprendendo a sentir e a nos cuidar.
Cuidar da saúde mental não é luxo, não é frescura e não é exagero. É sobrevivência. É responsabilidade. É um ato de coragem. Porque quando a mente adoece, todo o resto desmorona e quando ela é acolhida, tudo começa a se reorganizar.





