
A ansiedade nem sempre é um problema que precisa ser eliminado.
Muitas vezes, ela é um sinal.
Algo dentro de você tentando dizer: "olhe para mim".
No consultório, costumo propor um exercício simples e curioso:
dar um nome próprio para a ansiedade, de preferência o nome de alguém que você conheça e tenha um certo "ranso"...rsrs.
Pode parecer brincadeira, ..., rsrsrs, e é . Winnicott, no livro "brincar e a realidade", nos lembra que, às vezes aquilo que sentimos não consegue virar palavra, e é através do brincar que podemos nos aproximar do que ficou escondido dentro de nós.
Quando alguém consegue dar um nome para a própria ansiedade, imaginar uma forma para ela ou conversar com o que sente, algo importante acontece: a experiência ganha sentido. Deixa de ser "eu sou ansioso" e passa a ser "existe algo em mim que está ansioso".
E isso cria um espaço interno importante.
E é nesse espaço que surgem as perguntas como:
Do que eu estou com medo agora?
O que estou tentando controlar?
O que ainda não sei se quero?
Nem sempre a ansiedade pede respostas rápidas.
Muitas das vezes, ela só quer ser escutada.
E você... já se perguntou o que a sua ansiedade está tentando te dizer agora?




