
Uma das passagens mais significativas que já encontrei em Jung:
- Não se deveria procurar saber como liquidar uma neurose, mas informar-se sobre o que ela significa, o que ela ensina, qual sua finalidade e sentido. Deveríamos aprender a ser-lhe gratos, caso contrário teremos um desencontro com ela e teremos perdido a oportunidade de conhecer realmente quem somos. Uma neurose estará realmente “liquidada” quando tiver liquidado a falsa atitude do eu. Não é ela que é curada, mas é ela que nos cura. A pessoa está doente e a doença é uma tentativa da natureza de curá-la. Por isso podemos aprender muita coisa da doença para a nossa saúde e que aquilo que parece ao neurótico absolutamente dispensável, contém precisamente o verdadeiro ouro que não encontramos em outra parte. (Civilização em Transição, § 361).
A ideia central apresentada é que, na perspectiva de Carl Gustav Jung, a neurose não deve ser entendida apenas como um defeito a ser eliminado, mas como uma formação psíquica com função e direção. Em vez de representar uma simples perda de normalidade, o sintoma pode expressar um conflito entre a organização consciente da personalidade e conteúdos psíquicos não integrados.
Nesse sentido, a “cura” não consiste em retornar a um estado anterior, mas em transformar a estrutura do eu. O sofrimento neurótico frequentemente marca o colapso de uma adaptação psíquica estreita ou artificial, forçando a emergência de aspectos negligenciados da personalidade. Assim, a resolução do sintoma implica integração e ampliação da consciência, e não regressão a um funcionamento prévio.
Clinicamente, essa mudança de perspectiva altera a postura diante do sofrimento: o foco deixa de ser apenas a eliminação do sintoma e passa a incluir a compreensão de sua função psíquica. Em síntese, isso deixamos de perguntar apenas “como faço isso desaparecer?” e passamos a perguntar “o que isso está tentando me mostrar?”.
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João Pinheiro Pereira
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Olá, seja bem-vinda(o)!
Se você chegou até aqui, talvez esteja procurando um espaço para compreender melhor o que sente, se escutar com mais atenção ou simplesmente encontrar um pouco de espaço para respirar em meio a tantas coisas acontecendo. Um lugar onde você possa falar sobre o que vive sem precisar chegar com tudo organizado, sem precisar saber exatamente o que dizer e sem ter que encontrar respostas imediatamente.
Eu sou o João, psicólogo clínico, e estou aqui para te acompanhar! ;)
Acredito que cada pessoa tem uma história, seus próprios sentidos, maneiras de sentir, de se relacionar. Por isso, na terapia não partiremos de receitas prontas. Mas sim, caminharemos juntos, construindo reflexões, ampliando olhares e, aos poucos, encontrando possibilidades que possam fazer sentido para você.
Aqui, você encontra um espaço seguro para compartilhar suas angústias, inseguranças, relações, escolhas, dúvidas ou até mesmo aquilo que ainda não consegue nomear. Nem sempre precisamos começar sabendo exatamente o que está acontecendo. Às vezes, antes de encontrar uma resposta, precisamos de um espaço onde possamos olhar para aquilo que vivemos com mais calma e cuidado.
Atuo pela abordagem da Fenomenologia Existencial Humanista, que busca compreender a pessoa a partir daquilo que ela vive, assim a terapia pode ser esse lugar para se escutar, se compreender e se aproximar de si com mais afeto.
Se você sente que este pode ser um momento de olhar para si e para o que está vivendo, será um prazer te acompanhar nesse processo.
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