
Assim como em um iceberg, a parte visível é pequena diante de tudo o que existe por baixo da superfície. O que vemos é apenas uma fração da nossa história, dos nossos sentimentos, dos nossos medos e desejos. É nesse espaço oculto, muitas vezes silencioso e inexplorado, que moram os pensamentos que nos influenciam, os padrões que repetimos e as emoções que insistem em aparecer de formas inesperadas.
É aí que a terapia faz diferença: ela nos oferece um espaço seguro para explorar esse “invisível”. Ao trazer atenção e consciência para o que estava escondido, começamos a compreender melhor nossos comportamentos, escolhas e reações.
Cada sessão é um convite para observar sem julgamentos, para acolher sem pressa e para transformar aquilo que já não nos serve mais.
Se conhecer é, de fato, mergulhar em si mesmo. É se permitir atravessar camadas que nem sempre são fáceis de enxergar, mas que revelam novas possibilidades de viver de forma mais leve, autêntica e consciente. Ao olhar para o que está submerso, podemos identificar padrões que nos limitam e abrir espaço para escolhas mais alinhadas com quem realmente somos.
Que parte do seu iceberg você gostaria de compreender melhor? Que aspectos de si permanecem ocultos, esperando serem acolhidos e compreendidos? Muitas vezes, permitimos que o outro veja apenas o que escolhemos mostrar, mantendo protegidas partes de nós que julgamos frágeis ou complicadas. Mas será que você se permite olhar para o que está lá embaixo?
A terapia é esse mergulho profundo, um convite para explorar o invisível, compreender o que nos habita e, assim, transformar a maneira como nos relacionamos com nós mesmos e com o mundo. É olhar para o iceberg inteiro, a parte que se mostra e a que permanece escondida, e perceber que, quanto mais conhecemos, mais leve e pleno se torna o nosso caminhar.





