
Temos pelo menos três neurotransmissores que estão bastante envolvidos nos sintomas depressivos: noradrenalina, serotonina e dopamina. Grosso modo, cada um deles está ligado a tipos específicos de sintoma. Por exemplo, noradrenalina está classicamente mais ligada à fadiga e à falta de energia — aquela coisa de a pessoa não ter disposição sequer para sair da cama.
A dopamina, por outro lado, está mais ligada à motivação e aos sistemas de recompensa. Então acaba que alterações nesse sistema podem estar relacionadas à anedonia, sintoma clássico da depressão segundo o qual a pessoa pode até sair da cama e continuar funcional, cumprindo suas obrigações; mas não consegue sentir prazer ou interesse pelas coisas. E a serotonina, por sua vez, está mais ligada à regulação do humor e das emoções.
Então, de forma bem bruta: o sistema de noradrenalina está mais ligado à atividade e à energia; o sistema de dopamina está ligado à motivação e à recompensa; e o sistema de serotonina está ligado ao humor.
Isso inclusive nos ajuda a entender o motivo do porquê as pessoas têm tanto medo do cortisol, que ficou famoso como o “hormônio do estresse”. De fato, o cortisol tem sua produção intensificada em cenários de estresse, e ele pode afetar significativamente o funcionamento dos três sistemas de neurotransmissores que citei.
O que fazer?
Com base nos três neurotransmissores apresentados, podemos fazer algumas recomendações práticas. O exercício físico é uma das medidas comportamentais com melhor evidência para redução dos sintomas depressivos. Ele produz diversas alterações fisiológicas, inclusive nos sistemas de noradrenalina, dopamina e serotonina.
A exposição regular à luz solar auxilia a produção de serotonina, ajudando no humor. O banho gelado, curiosamente, produz uma resposta importante de noradrenalina e, embora as evidências ainda sejam dúbias, é uma prática que vale a pena ser testada. No caso da dopamina, uma medida prática é reduzir atividades que oferecem recompensas imediatas e constantes, como o uso excessivo de redes sociais.
Existem também algumas intervenções menos ortodoxas que vêm sendo estudadas como possíveis complementos ao tratamento, como a creatina e a dieta cetogênica. Vale ressaltar que, apesar dos resultados serem interessantes, não podemos tratá-las como intervenções antidepressivas estabelecidas.
Quem sou eu?

Viviane dos Santos Cavalari
CRP:

06/224932
Atendimento:
Online
Sou psicóloga de orientação analítica (junguiana) e dedico minha escuta a acompanhar pessoas em suas jornadas de redescoberta, transformação e reencontro consigo mesmas.
Entendo a terapia não como um lugar de julgamentos ou de fórmulas prontas, mas como um espaço seguro de travessia. Na perspectiva junguiana, não olhamos para a sua dor, ansiedade, crises ou angústias apenas como sintomas a serem eliminados a qualquer custo — mas como convites do seu inconsciente para olhar para aquilo que precisa de atenção, cuidado e integração.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
60 minutos
Últimas publicaciones de este terapeuta



